Materiais de construção: indústria continua otimista

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Os destaques do estudo são a manutenção dos níveis de otimismo do setor de materiais de construção e a apuração do maior nível de utilização da capacidade instalada dos últimos 12 meses
Os destaques do estudo são a manutenção dos níveis de otimismo do setor de materiais de construção e a apuração do maior nível de utilização da capacidade instalada dos últimos 12 meses
Início de ano regular não mina expectativa positiva do setor de materiais de construção, que tem em fevereiro aumento expressivo na utilização da capacidade instalada

Os materiais de construção tem um setor otimista para 2019. A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (ABRAMAT) divulgou a nova edição do Termômetro da Indústria de materiais de construção. Os destaques do estudo são a manutenção dos níveis de otimismo do setor e a apuração do maior nível de utilização da capacidade instalada dos últimos 12 meses, ainda que as avaliações sobre o desempenho em vendas sigam estáveis.

Registrando 76%, o nível de utilização da capacidade instalada das empresas, assim,  associadas está em consonância com a continuidade de um relativo otimismo em relação às ações governamentais: 52% das empresas associadas estão otimistas, enquanto  48% relatam “indiferença” em relação ao que esperam do novo governo para os próximos 12 meses. Em fevereiro de 2018, apenas 5% das empresas associadas se diziam otimistas quanto às ações governamentais.

Indústria pretende investir neste ano

A diferença de avaliação do clima político se faz sensível em outro dado trazido pela pesquisa, o nível de pretensão de investimentos no médio prazo (próximos 12 meses). Na atual edição da pesquisa, 78% das empresas associadas declararam intenção de investir no período. Notável a divisão do foco de investimento, voltado em sua maioria (69% das associadas) à modernização dos meios de produção, em detrimento da expansão da capacidade instalada (apenas 9% das associadas).

ABRAMAT acredita no aquecimento do varejo

“Ainda que nos primeiros meses não tenhamos tido um impacto marcante no faturamento, o momento é de manutenção de um otimismo moderado. Acreditamos no aquecimento do varejo, além de uma possível retomada das obras públicas e do crescimento do mercado imobiliário para seguir dando saída aos estoques de material de construção. Em linha com essa tendência, o setor já planeja aumentar sua produtividade via investimentos e paralelamente uma maior utilização de seus parques fabris, sinal de que a resposta, ainda que não tenha sido tão sensível no faturamento das empresas, está sendo dada pelo setor” afirma o presidente da ABRAMAT,  Rodrigo Navarro.

O otimismo em relação à sequência do ano resiste, inclusive, ao desempenho em vendas no mês de fevereiro. Para 56% das associadas o resultado em janeiro foi “bom” ou “muito bom”, enquanto que a expectativa positiva para o resultado total de fevereiro decresceu para 47%. As expectativas de venda para o mês de março, contudo são majoritariamente positivas, com 65% das empresas projetando um desempenho “bom” ou “muito bom”.