Custo de construção civil sobe 0,09% em maio

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Brasília teve aumento no custo de construção civil em maio. Foto: Sinduscon-MG/Divulgação
Brasília teve aumento no custo de construção civil em maio. Foto: Sinduscon-MG/Divulgação
Materiais e equipamentos subiram 0,20% no custo de construção civil, segundo a FGV

O custo de construção civil, medido pelo Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), subiu 0,09% em maio, percentual inferior ao apurado no mês anterior, quando a taxa foi de 0,49%, segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV).  A taxa do índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços variou 0,18% em maio, ante 0,67% em abril. O índice referente à Mão de Obra variou 0,01% em maio, após subir 0,33% em abril.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, a variação correspondente a Materiais e Equipamentos foi de 0,20%, contra 0,71% no mês anterior. Três dos quatro subgrupos componentes apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para estrutura, cuja taxa passou de 1,00% para 0,05%.

A variação relativa a Serviços passou de 0,53% em abril para 0,09% em maio. Neste grupo, vale destacar o recuo da taxa do item aluguel de máquinas e equipamentos, que passou de 0,71% para -0,42%.

Mão de obra no custo de construção civil

O índice referente à Mão de Obra variou 0,01% em maio. No mês anterior, este grupo apresentou taxa de 0,33%.

Seis capitais apresentaram desaceleração em suas taxas de variação: Salvador, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Em contrapartida, Brasília apresentou acréscimo em sua taxa de variação.

Confiança de empresários cai

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, caiu 1,8 ponto em maio, para 80,7 pontos, o menor nível desde setembro do ano passado (80,4 pontos). Em médias móveis trimestrais, o ICST recuou pela terceira vez consecutiva, desta vez em 1,4 ponto.

“A conjunção de baixo crescimento, contingenciamento de recursos orçamentários com aumento das incertezas desanimou os empresários da Construção. A percepção vigente na virada do ano, de que havia uma melhora lenta mas contínua no ambiente de negócios, dá lugar a um pessimismo, cada vez mais disseminado entre os segmentos do setor. Em maio, o aumento do pessimismo afetou especialmente a área de edificações residenciais e de obras viárias”, avaliou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE.