Vendas de materiais devem crescer 7% em 2014, prevê FGV

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Vendas de materiais de construção caíram 16,4% em fevereiro, segundo a Abramat
Vendas de materiais de construção caíram 16,4% em fevereiro, segundo a Abramat

As vendas de materiais de construção devem crescer 7% em 2014 e a indústria do setor deverá ter expansão 5,5%, segundo estimativa da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O estudo foi feito a pedido da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (ABRAMAT) e apresentado nesta terça-feira (19/11).

Vendas de material de construção devem aumentar 7%, segundo previsão da FGV
Vendas de material de construção devem aumentar 7%, segundo previsão da FGV

A ABRAMAT divulgou as perspectivas para 2014 e também o Perfil da Cadeia Produtiva da Construção e da Indústria de Materiais e Equipamentos de 2013. O estudo, elaborado pela FGV, reúne dados do segmento com base no ano anterior e é um dos mais importantes para pautar as ações estratégicas das empresas do setor para o próximo ano.“Até Outubro deste ano o setor apresenta um crescimento de 4,2% perante 2012. Nossa previsão é de fechar o ano com, aproximadamente, 4% de crescimento. Essa meta é sustentada pelas boas expectativas de nossos associados”, afirmou o presidente da ABRAMAT, Walter Cover.

Presidente da ABRAMAT, Walter Cover
Presidente da ABRAMAT, Walter Cover

A participação dos segmentos de mercado no faturamento da indústria e expectativa quanto às ações do Governo também foram temas abordados por Cover. “No ano anterior, o varejo representou 50% de todo o faturamento da indústria da construção. Para 2013, esse segmento tende a crescer 6% em relação a 2012. Já o segmento imobiliário, teve 28% de participação, enquanto o de infraestrutura, teve 22%. Ambos devem apresentar crescimento de 2% sobre 2012”, acrescentou.

Ana Maria Castelo, representante da Fundação Getúlio Vargas, apresentou números publicados no Perfil da Cadeia Produtiva e da Indústria de Materiais e Equipamentos, além das previsões da FGV para o setor em 2014. A economista abordou temas como as taxas de crescimento real da Cadeia da Construção que, em comparação com os dois últimos anos, apresentou queda.

Segundo Castelo, o estudo mostra que os gastos das famílias asseguraram o desempenho do comércio em 2012. Naquele ano, a produção da indústria foi 7,96% maior que em 2011, enquanto o volume de vendas cresceu 1,30%. Já no acumulado até setembro de 2013 a produção da indústria foi de 7,01%, enquanto o volume de vendas responde por um crescimento de 2,03%.