Vendas de materiais de construção caem 10,9%

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Setembro deve ser um mês ruim de vendas de materiais de construção para 29,6% empresários do setor
Setembro deve ser um mês ruim de vendas de materiais de construção para 29,6% empresários do setor
De janeiro a agosto, as vendas de materiais de construção caíram 10,1%

As vendas de materiais de construção caíram 10,9% em agosto, quando comparadas ao mesmo mês de 2014, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (ABRAMAT). Em relação a julho, houve crescimento de 4,1%. No acumulado janeiro-agosto, a variação foi de queda de 10,1% em comparação com o mesmo período do ano passado. Já o resultado acumulado dos últimos 12 meses apresentou retração de 8,7%.

Setembro deve ser um mês ruim de vendas de materiais de construção para 29,6% empresários do setor
Setembro deve ser um mês ruim de vendas de materiais de construção para 29,6% empresários do setor

“O mercado continua deprimido para os materiais, mas parece estar atingindo ao ‘fundo do poço’. No mês passado, o acumulado de janeiro a julho estava em -9,1% e em agosto -8,7%. Como prevíamos, as vendas de materiais de acabamento estão e devem continuar apresentando uma queda maior que os produtos de base nesse restante do ano, em função do final do ciclo imobiliário iniciado em 2012/2013.”, afirma o presidente da ABRAMAT, Walter Cover.

O executivo também acrescenta que as importações têm caído em torno de 15% oferecendo oportunidade para substituição nas vendas por empresas brasileiras. O câmbio deve continuar permitindo uma maior competitividade nas exportações.

As projeções de regularidade se expandem em setembro, com 55,6%. O nono mês do ano será ruim para 29,6%, bom para 11,1% e muito ruim para 3,7%.

“A utilização da capacidade instalada caiu para  o menor nível desde o inicio da série em 2007. Por sua vez o nível de estoques tem se reduzido indicando um equilíbrio entre a demanda e a oferta. Esse equilíbrio deve resultar em um realinhamento dos preços da indústria no mercado, que no momento estão crescendo 40% menos que a inflação da economia com um todo. Historicamente os preços dos materiais acompanham os da inflação da economia. Por essa razão acredito ser um momento favorável para as famílias realizarem as reformas e as lojas de materiais recomporem estoques”, informa Walter Cover.