Vendas de imóveis novos sobem em Belo Horizonte

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Em maio, as vendas de imóveis novos em Belo Horizonte e Nova Lima chegaram a 354 unidades
Em maio, as vendas de imóveis novos em Belo Horizonte e Nova Lima chegaram a 354 unidades
Os preços nas vendas de imóveis novos devem ficar estáveis 

Em maio, as vendas de imóveis novos em Belo Horizonte e Nova Lima subiram 41%, passando de 251 unidades comercializadas em abril para 354. Como o volume de lançamentos foi de 61 apartamentos, novamente inferior ao de venda, o estoque nas duas cidades registrou nova redução em maio, de 4,8%, chegando a 4.897 unidades, menor patamar do ano. Os dados são da Pesquisa do Mercado Imobiliário do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), realizada pela Brain Bureau de Inteligência Corporativa.

Segundo o vice-presidente da Área Imobiliária do Sinduscon-MG, José Francisco Couto de Araújo Cançado, o resultado das vendas pode ser reflexo de uma melhora das expectativas em relação à economia. “Em 2016, todos os meses, com exceção de fevereiro, tiveram vendas superiores ao número de unidades que entraram no mercado. Isso demonstra que as famílias estão sabendo aproveitar as oportunidades atuais do mercado”, ressalta.

O mesmo movimento foi registrado no segmento comercial em maio, quando os lançamentos ficaram abaixo do volume de vendas. Naquele mês foram 51 novas unidades que entraram em oferta contra 69 comercializadas, causando redução de 2,6% no estoque. O mês fechou com 678 imóveis comerciais disponíveis.

Para o José Francisco, a queda no estoque demonstra que o mercado imobiliário de Belo Horizonte e Nova Lima está equilibrado e sem espaço para queda nos preços. “A tendência é de valorização dos imóveis diante da menor oferta e também da inflação que segue impactando nos preços dos apartamentos que estão em fase final de obras”, complementa.

De abril para maio, o preço médio do metro quadrado residencial em Belo Horizonte e Nova Lima subiu de R$ 7.252 para R$ 7.294. Em dezembro, seis meses antes, o valor era de R$ 7.076. Por categoria, em maio, os apartamentos supereconômicos registraram preço médio de R$ 160.685, os imóveis de médio padrão eram ofertados por R$ 522.511 e os de superluxo tinham valor médio R$ 3.134.781. 

O estoque de imóveis cresceu 5,4% de dezembro para janeiro, fechando em 5.208 unidades em Belo Horizonte e Nova Lima. A maior parte deles é de apartamentos standard (de R$ 250 mil a 400 mil) e de padrão médio (de R$ 400 mil a R$ 700 mil), representando 23% e 21%, respectivamente, da oferta atual.