Vendas de imóveis novos em São Paulo continuam em alta

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Aluguel em São Paulo subiu menos que o IGP-M em 2014, segundo o Secovi-SP
Aluguel em São Paulo subiu menos que o IGP-M em 2014, segundo o Secovi-SP

Pesquisa mostra que foram vendidas de 3.278 unidades em maio

O mercado de imóveis novos em São Paulo registrou o melhor resultado em unidades para o mês de maio desde 2009. De acordo com a Pesquisa Secovi-SP do Mercado Imobiliário, a venda de 3.278 unidades representou alta de 20,2% em relação a maio de 2012, quando foram comercializados 2.728 imóveis.

Em valores, o volume negociado em maio atingiu R$ 1,78 bilhão, praticamente estável diante do montante de abril (–0,7%), atualizado pela variação do INCC/FGV, de R$1,79 bilhão, conforme apurou o Departamento de Economia e Estatística do Sindicato.
O indicador de desempenho Vendas sobre Oferta (VSO) acumulado de 12 meses foi de 62,7%, superando maio de 2012 (61,4%) e abril deste ano (61,2%). Trata-se do melhor desempenho desde setembro de 2011, quando registrou a marca de 64,4%.

Com 2.372 unidades, os lançamentos na capital paulista se mantiveram praticamente estáveis (0,8%), comparados a maio de 2012 (2.353 unidades) e apresentaram redução de 12,7% diante de abril (2.716 imóveis), segundo a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio). Do total lançado, o segmento de 1 dormitório representou 43,9%, com 1.041 unidades.

Região Metropolitana
As vendas nos 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo – incluindo a cidade de São Paulo – totalizaram 6.825 unidades. A Capital participou com 48% do total vendido na RMSP, enquanto 52% (3.547 imóveis) se concentraram nas demais cidades.
De janeiro a maio, as vendas totalizaram 13.628 unidades, alta de 34,5% diante das 10.135 unidades acumuladas até maio de 2012. Os lançamentos atingiram 10.409 unidades, com aumento de 35,7% em relação a igual intervalo de meses de 2012.

O comportamento do mercado residencial na cidade de São Paulo neste ano tem demonstrado consistência e tendência de crescimento. Considerando-se que, tradicionalmente, a comercialização de imóveis aumenta no segundo semestre, as perspectivas para o ano seriam positivas.

No entanto, a dificuldade de viabilização de empreendimentos e de aprovação de projetos pode influenciar e alterar este cenário. “A atividade imobiliária tem papel fundamental para atender a demanda, mas necessita de legislação que permita fazê-lo com a qualidade urbanística adequada. Exemplo disso é a necessidade de revisão das contrapartidas, que inviabilizam ou encarecem muito o preço final dos apartamentos”, afirma o vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP, Emilio Kallas.

Fonte: Secovi-SP.