Vendas de imóveis em SP crescem 23% em setembro

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Vendas de imóveis na capital paulista superam os registrados em setembro de 2015. Porém, indicadores positivos ainda não significam reação

As vendas de imóveis em São Paulo cresceram 23,3% em setembro, em comparação ao mesmo mês de 2015. É o que mostra a Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Sindicato da Habitação (Secovi-SP). Em setembro, foram vendidas de 1.717 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo. O volume é 59,3% superior ao total vendido em agosto (1.078 unidades) e 23,3% acima da quantidade comercializada no mês de setembro de 2015 (1.392 unidades).

Dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio) mostram que a cidade de São Paulo registrou em setembro um total de 2.165 unidades residenciais lançadas, volume 83,9% superior ao de agosto (1.177 unidades) e 66,9% superior a setembro de 2015 (1.297 unidades).

Setembro é, até o momento, o segundo melhor mês do ano, e isso significa que as expectativas do setor na mudança da conjuntura econômica do País estão se confirmando.

“Não é reação” 

Os resultados da pesquisa de setembro foram significativos, mas ainda apresentam indicadores baixos no volume acumulado. Na capital paulista, foram comercializadas, de janeiro a setembro deste ano, 10.817 unidades residenciais, volume 21% inferior ao total vendido no mesmo período de 2015 (13.698 unidades). O comportamento se repetiu com os lançamentos, que nos primeiros nove meses foram de 10.172 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo, com queda de 27,9% em relação ao mesmo período de 2015 (14.099 unidades).

“Apesar de positiva, não classificamos a melhora como reação, pois os resultados do acumulado do ano ainda estão abaixo dos índices do ano passado. Acreditamos que o mercado vai reagir de forma mais gradual, ao longo dos próximos meses”, argumenta Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

Para o presidente da entidade, Flavio Amary, o aumento nas vendas e nos lançamentos registrado em setembro significa um novo ânimo da sociedade e dos empreendedores. “No entanto, insistimos na continuidade da redução da taxa de juros, para que o setor imobiliário retome suas atividades aos patamares normais, possa contribuir para a geração de emprego e renda e, consequentemente, com o aquecimento da economia”, afirma o dirigente.

Tradição 

Os tradicionais imóveis de 2 quartos, com área útil entre 45 m² e 65 m² e faixa de preço entre R$ 225 mil e R$ 500 mil se destacaram no mês. O maior volume de vendas foi de imóveis na planta.

Ganha relevância, também, o crescimento percentual das vendas e dos lançamentos de imóveis de 3 e 4 quartos no mês em relação à média do período acumulado de janeiro a agosto. O crescimento nos lançamentos foi de 351,8% para unidades de 3 dormitórios e de 700% em imóveis de 4 ou mais quartos. Já com relação às vendas, a alta foi de 179,9% para imóveis de 3 quartos e 156,7% para os de 4 dormitórios.

“A reação lenta do mercado imobiliário era esperada, na medida em que o setor enfrenta, além dos problemas econômicos, as dificuldades trazidas pelo novo Plano Diretor, cujas travas precisam ser revisadas e solucionadas, a fim de permitir a atuação plena dos empreendedores nos próximos anos. Sem mudança no marco regulatório, continuaremos a trabalhar aquém das nossas possibilidades”, ressalta Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP.

A Pesquisa do Mercado Imobiliário também abrange a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e um fato preocupante no mês de setembro é que, segundo a Embraesp, não foi identificado nenhum lançamento nas cidades no entorno da Capital. “No ano, a redução nos lançamentos atingiu 47,5% em relação ao mesmo período do ano passado, o que é bastante preocupante”, considera Petrucci.