Vendas de imóveis devem crescer 5% em São Paulo em 2013

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Em julho, o aluguel em São Paulo teve redução de 0,22% em relação a junho
Em julho, o aluguel em São Paulo teve redução de 0,22% em relação a junho

O Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) prevê um crescimento de 5% nas vendas de imóveis em 2013, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (16/01). “Felizmente, as perspectivas para 2013 são melhores, pois esperamos um crescimento sustentável nas vendas em até 5%, e nos lançamentos de 10%”, anuncia Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

Para tanto, a nova administração da Prefeitura da capital paulista tem de atuar estruturalmente para resolver os gargalos existentes. “Apesar do progresso já alcançado com a implantação do Sistema de Licenciamento Eletrônico de projetos e da criação da Secretaria de Licenciamento, existe muito a ser feito. É fundamental a revisão do Plano Diretor e da Lei de Zoneamento, a fim de ajustar os preços da terra e estimular a criação de um novo modelo de cidade, que aproxime moradia do emprego, e promova o adensamento inteligente e sustentável”, conclui Emílio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP.

Queda em 2012
Em 2012, foram lançadas 23.735 unidades na cidade de São Paulo, o que significa a contração de 23,2% em relação ao acumulado do mesmo período de 2011 (30.909 unidades). Quanto às vendas, percebeu-se a variação negativa de apenas 1,9%, com um total de 24.028 unidades comercializadas. Em termos de VGV (Valor Global de Vendas), atualizado pelo INCC, houve uma redução de 3,1%. Porém, os números acumulados revelam um equilíbrio entre os lançamentos e as vendas, demonstrando que a oferta está aderente à demanda.

Lançamentos residenciais Vendas residenciais
em unidades (2012) em unidades (2012) 
Jan 674 Jan 1.068
Fev 1.383 Fev 2.109
Mar 1.578 Mar 2.223
Abr 1.622 Abr 2.007
Mai 2.239 Mai 2.728
Jun 1.366 Jun 1.846
Jul 1.737 Jul 1.689
Ago 2.078 Ago 1.860
Set 3.805 Set 3.674
Out 2.359 Out 1.972
Nov 4.894 Nov 2.852
Fonte: Embraesp Fonte: Secovi-SP

Segundo o presidente do Secoci-SP, Claudio Bernardes, em 2012 as empresas demonstraram maturidade, responsabilidade e cautela, ao promoverem os ajustes necessários diante de um cenário econômico mundial instável e de futuro incerto. Note-se que a crise mundial e a falta de infraestrutura interna para a produção motivaram, em passado recente, atraso na entrega de algumas obras.

“Esse movimento foi o que chamamos de ‘freio de arrumação’, ou seja, uma parada técnica para redimensionar a capacidade de operação, na medida em que o mercado não enfrenta problemas de demanda, oferta ou crédito”, avalia Claudio Bernardes.
No entanto, a forte retração nos lançamentos registrada no município de São Paulo não ocorreu única e exclusivamente em razão desses ajustes, mas essencialmente a fatores que fogem ao controle dos empresários, como dificuldade no licenciamento de novos projetos e escassez de terrenos. Além disso, o estoque de outorga onerosa, instrumento que permite às incorporadoras adquirir o direito de construir até o limite previsto em lei, está esgotado em muitos distritos no município de São Paulo.

Fonte: Secovi-SP.