Venda de imóveis novos cai quase 50% em São Paulo

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Aluguel em São Paulo subiu menos que o IGP-M em 2014, segundo o Secovi-SP
Aluguel em São Paulo subiu menos que o IGP-M em 2014, segundo o Secovi-SP

O mercado de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo registrou queda de 49,1% nas vendas em fevereiro, em relação ao mesmo período de 2013. No segundo mês deste ano foram vendidos 981 apartamentos, diante de 1.927 em fevereiro de 2013. Isso representa –4,8% sobre as 1.030 unidades escoadas em janeiro. Os dados foram divulgados pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

Em valores, as vendas atingiram R$ 485,4 milhões, com redução de 48,7% sobre o volume movimentado em fevereiro do ano passado, de R$ 945,9 milhões, atualizados pela variação do INCC (Índice Nacional da Construção Civil), da Fundação Getúlio Vargas.

Venda de imóveis em São Paulo nos dois primeiros meses foi a pior desde 2004
Venda de imóveis em São Paulo nos dois primeiros meses foi a pior desde 2004

De acordo com o departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, os segmentos de 2 e 3 dormitórios totalizaram 87,3% das vendas no mês. As unidades de 2 dormitórios participaram com pouco mais da metade do volume escoado (56,9% e 558 unidades).

Lançamentos Residenciais
Em fevereiro, os lançamentos residenciais somaram 940 unidades, com variação de –48,2% sobre mesmo mês de 2013 (1.816 imóveis) e de 127,6% sobre janeiro (413 unidades). O volume de lançamentos expresso em valores totalizou R$ 585,1 milhões.

De acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), imóveis de 2 e 3 dormitórios predominaram na cidade de São Paulo e representaram 77,3% das unidades lançadas no segundo mês do ano.

A venda de imóveis acumulada no primeiro bimestre somou 2.011 unidades na cidade de São Paulo, com recuo de 27,5% em relação igual período de 2013 (2.775 unidades). O VGV (Valor Global de Vendas) do bimestre foi de R$ 971,2 milhões, com variação de –30,0% sobre o mesmo período do ano passado, de R$ 1,39 bilhão atualizado pelo INCC. No primeiro bimestre, as vendas superaram os lançamentos em 48,6%, ou seja, em 658 unidades.

O volume de vendas apurado nos dois primeiros meses deste ano são os mais baixos desde 2004. Comportamento semelhante ocorreu com os lançamentos, que foram os menores registrados desde 2006, na comparação entre os primeiros bimestres de cada ano. “Parte deste resultado pode ser atribuída às incertezas dos empreendedores em relação aos rumos da economia. Ademais, certamente refletiu no mercado o encarecimento de terrenos em função da incidência da exigência de contrapartidas e outorgas, além dos debates acerca da apresentação do novo Plano Diretor Estratégico”, afirma o vice-presidente do Secovi-SP, Emílio Kallas.

Fonte: Secovi-SP.