Venda de imóveis em São Paulo cai 31,3% em julho

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Em setembro, foram vendidos 2.787 imóveis em São Paulo
Em setembro, foram vendidos 2.787 imóveis em São Paulo

As vendas de imóveis em São Paulo, do tipo residencial, caíram 31,3% em julho, em relação a junho, com 736 unidades comercializadas.

Os dados são da pesquisa mensal do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). Em valores comercializados, o montante foi de R$ 378 milhões, uma variação de -31,5% diante dos R$ 551,2 milhões percebidos no mês anterior.

O indicador VSO (Vendas sobre Oferta) foi de 50,4%. O VSO representa a divisão do total de unidades vendidas em 12 meses pelo volume ofertado no período (saldo anterior somado ao total lançado em 12 meses).

Das 736 unidades comercializadas, 537 se encontravam na fase de lançamento, ou seja, dentro do período de 180 dias desde o momento em que o produto é lançado. Isso significa que 73% dos imóveis vendidos no mês tinham até seis meses de oferta.

Em julho, foram vendidos 736 imóveis em São Paulo, segundo o Secovi-SP

Com relação ao tipo do imóvel, o segmento de 2 quartos liderou as vendas com 392 unidades (53,3%) do total. As unidades de 1 quarto e de 3 dormitórios praticamente empataram em vendas, com 22,1% e 22,0% de participação, respectivamente, 163 e 162 unidades negociadas.

De acordo com a pesquisa, no sétimo mês do ano, a oferta final de imóveis não vendidos ficou em 21.232 unidades.

Lançamentos – A Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio) registrou em julho o lançamento de 973 imóveis em São Paulo, com variação de -59,7% comparado a junho, quando 2.413 unidades foram lançadas. Expresso em valores, o volume lançado atingiu R$ 395 milhões.

Assim como na comercialização, o segmento com maior destaque entre os imóveis lançados foi o de 2 dormitórios, com 698 unidades disponibilizadas ao mercado, equivalente à participação de 71,7%.

Tradicionalmente um mês de movimento fraco para o mercado imobiliário, julho de 2014 não fugiu à regra. “E, ainda, foi impactado pelos baixos índices de confiança do consumidor e dos empresários, além das incertezas quanto ao futuro da economia e em relação ao próximo governo”, diz Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

Esses fatores, aliados aos reflexos da Copa do Mundo, contribuem para explicar o comportamento do mercado de lançamentos e vendas de imóveis residenciais na cidade de São Paulo.

”Nossa preocupação, para os próximos meses, é quanto aos efeitos do Plano Diretor Estratégico do município e a expectativa pela implantação das novas Operações Urbanas. A partir de 2015, a redução dos percentuais de aproveitamento dos terrenos e o aumento no valor da outorga onerosa, entre outros aspectos, deverão interferir nos novos projetos e encarecer sobremaneira os imóveis ofertados”, afirma Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP.

O presidente do Sindicato, Claudio Bernardes, acredita que os empresários passarão por uma fase de adaptação às novas regras e, provavelmente, começarão a desenvolver produtos mais adequados à realidade proposta pelo Plano Diretor. “O setor terá de se reinventar, a exemplo do que já fez em outras ocasiões. Certamente, com criatividade, vai encontrar soluções apropriadas para continuar atendendo a demanda por habitação.”

Fonte: Secovi-SP.