Valor do aluguel não aceita especulação

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É obrigatória em qualquer tipo de venda de imóvel na planta, que a construtora convoque a assembleia para instalar a Comissão de Representantes
É obrigatória em qualquer tipo de venda de imóvel na planta, que a construtora convoque a assembleia para instalar a Comissão de Representantes

O mercado imobiliário é cíclico, pois há períodos em que o aluguel ou preço de venda disparam e passados alguns anos, esses imobiliária assunto escrito por Kêniovalores se acomodam, podendo haver redução em alguns casos diante do aumento da oferta e por questões macroeconômicas. Há outros fatores que afetam o preço, tais como a queima da “gordura” de determinados imóveis ou a retração de determinado tipo de serviço ou negócio, o que inviabiliza que o inquilino ou o comprador pague o valor que estava disposto a assumir no período de aquecimento econômico.

Diante do cenário marcado por manifestações populares que protestaram contra a incompetência dos gestores públicos, que só pensam em cobrar mais impostos, em multar e desestimular quem produz, notamos que o mercado vive um período de recuo, de falta de investimentos diante das incertezas.

Assim, percebemos o aumento de imóveis de grande porte vazios, pois muitas empresas não estão conseguindo arcar com tantos ônus. Um aluguel acima de R$15.000,00 passou a pesar mais, a ponto de alguns mudarem para imóveis de menor porte. É importante o locador compreender que o aluguel é apenas mais um das várias despesas que o inquilino tem que arcar, pois é acrescido do IPTU, água, energia elétrica (expressiva se tem ar e refrigeração), salários, encargos sociais, impostos, custos operacionais, etc, que fazem o lucro final, às vezes, desaparecer.

Lei da oferta e procura
Apesar desse cenário, alguns locadores continuam exigindo preços fora da lógica, fato esse facilmente comprovado com lojas e prédios comerciais vazios há mais de três anos. Há locadores que se acham donos da verdade, pois fazem transações de forma intuitiva, sem técnica. Insistem em não ouvir a opinião dos diretores e avaliadores das administradoras de imóveis, pois acham que “sabem de tudo”, pensam que a alta dos preços iniciada em 2006 não tem fim, que inquilino não sabe fazer conta e que dinheiro cai do céu.

Quem não perceber que as coisas mudaram, aumentará seu prejuízo a cada ano, ao não receber nada de aluguel, além de arcar com condomínio, IPTU e a manutenção do imóvel.

BH e a noite vazia
A noite de BH está um caos, que piorou por causa da ilógica “lei seca” que marginaliza quem toma um chopp, ao tratar um cidadão como se fosse um bandido. A falta de proporcionalidade em punir uma pessoa é uma estupidez. Todos concordam ser correto punir quem dirige alcoolizado, sem responsabilidade. Mas, com limite quase zero, quem toma uma taça de vinho passou a ser tratado como um alcoólatra. Resultado, estamos vendo muitos restaurantes, bares e boates fechando e o desemprego aumentando.

As pessoas estão ficando em casa diante do despreparo de algumas autoridades entenderem que o mal da segurança pública seja o motorista. Com visão míope, não enxergam os ladrões, os flanelinhas que extorquem, pois estes não dão rendimentos com multas. O foco é o lucro (sem risco), tanto é que a Guarda Municipal multiplicou o efetivo enquanto a BHTrans quase desapareceu, já que esta não presta mais para faturar.

Além disso, as pessoas estão gastando menos, pois a noite em BH é cara, se equipara a Paris e Londres. Resultado: mais imóveis sendo disponibilizados para locação, além dos novos que foram entregues pelas construtoras. Especular nesse cenário não se mostra uma atitude inteligente

Kênio de Souza Pereira
Presidente da Comissão de Direito Imobiliário da OAB-MG
Caixa Imobiliária Netimóveis
Conselheiro da Câmara do Mercado Imobiliário de MG e do SECOVI-MG
Representante em Minas Gerais da ABAMI – Associação Brasileira dos Advogados do Mercado Imobiliário
e-mail: keniopereira@caixaimobiliaria.com.br (tel. 31 -3225-5599).

www.keniopereiraadvogados.com.br.