Síndico ditador e manipulador é um problema

1
576
É obrigatória em qualquer tipo de venda de imóvel na planta, que a construtora convoque a assembleia para instalar a Comissão de Representantes
É obrigatória em qualquer tipo de venda de imóvel na planta, que a construtora convoque a assembleia para instalar a Comissão de Representantes

Diante do excesso de compromissos, receio de assumir problemas do edifício ou falta de tempo, a maioria dos condôminos imobiliária assunto escrito por Kênioevita assumir a função de síndico, o que resulta em sucessivas reeleições da mesma pessoa, já que todos empurram para ela esse cargo. Geralmente é uma ótima pessoa, prestativa e bem intencionada. O problema é quando essa pessoa não é de confiança e adora confusão. Tendo os vizinhos esse azar, há casos do síndico se mostrar um ditador ou manipulador, já que percebe que ninguém o fiscaliza. Assim, ele passa a criar problemas que a maioria das pessoas não vê, pois têm outras prioridades e não imaginam que o síndico seria capaz de prejudicar o vizinho.

Para evitar ser flagrado em suas más intenções, raramente, formaliza por escrito o que realiza e evita colocar na ata da assembleia o que foi discutido, e assim, se recusa a redigi-la no momento em que a reunião ocorre. De forma sorrateira, monta a ata e insere nela somente o que lhe interessa, além de excluir o que não atende aos seus interesses, pois é comum esses serem inconfessáveis.

Contrariar esse síndico ou seu vizinho comparsa é um grande risco, pois ele e seu cúmplice podem arquitetar meios de perseguição ao morador que ousa enfrentá-lo ou expor sua má-fé. Assim, podemos verificar casos de processos judiciais que são propostos pelo síndico sem qualquer autorização prévia da assembleia geral, simplesmente para perseguir quem ele não gosta. Não importa a ele se esse tipo de atitude gera danos à coletividade com elevadas custas processuais, perícias judiciais e honorários advocatícios, pois o seu prazer está no prejudicar determinada pessoa.

Os demais moradores simplesmente desconhecem as reais motivações, sendo induzidos à falta de percepção da realidade, pois aceitam as mentiras e justificativas infundadas do síndico, uma vez que não querem se envolver. Têm receio até de ser a sua próxima vítima, caso ousem contestá-lo, além do pavor de terem que assumir à sua função.

Omissão agrava a situação
É lamentável o que ocorre em alguns condomínios, pois as pessoas de bem, honestas e equilibradas, muitas vezes, deixam de comparecer às assembleias, ou quando participam, às vezes, vão embora justamente no momento em que as discussões abordam os conflitos que deveriam ser resolvidos. Dessa maneira, com nenhuma fiscalização e sem ninguém para colocar ordem na casa, o ditador, em alguns momentos, toma atitudes inimagináveis, pois sabe que dificilmente será enfrentado. É comum ele recusar dar protocolo de qualquer reclamação formal, pois depois pode mentir ao dizer que não sabia. O resultado é o agravamento dos conflitos, aumentos dos prejuízos financeiros e até a mudança do edifício, logo das pessoas que desejam paz e harmonia.

Recusa em realizar assembleia
Para que suas atitudes não sejam questionadas, o síndico ditador cria obstáculos para convocar uma assembleia geral, mesmo que seja solicitada pelo morador. Sabe que, numa reunião, corre o risco de ser desmascarado e assim só realiza a assembleia em último caso. Mas, diante de uma pressão para que seja deliberado determinado assunto, de forma ardil, elabora o edital de convocação e insere apenas os tópicos que lhe interessam, ou seja, não coloca o assunto que o morador solicitou. Assim, no momento da assembleia alega que determinado assunto não faz parte da pauta e evita abordá-lo, pois teme que ele seja esclarecido. Cuidado com esse lobo com pele de cordeiro!

Leia mais sobre síndico. 

Kênio de Souza Pereira
Diretor da Caixa Imobiliária Netimóveis – BH/MG
Presidente da Comissão de Direito Imobiliário da OAB-MG
Conselheiro da CMI-MG – Câmara de Mercado Imobiliário de MG e do SECOVI-MG
e-mail: keniopereira@caixaimobiliaria.com.br – tel. (31) 3225-5599.

www.keniopereiraadvogados.com.br.

SHARE
Artigo anteriorCortina como aliada contra o calor
Próximo artigoBenefícios de uma reforma em ambientes comerciais
Kênio de Souza Pereira Presidente da Comissão de Direito Imobiliário da OAB-MG Diretor da Caixa Imobiliária Netimóveis – BH-MG Conselheiro da Câmara do Mercado Imobiliário e do SECOVI-MG Representante em MG da Associação Brasileira de Advogados do Mercado Imobiliário Árbitro da Câmara Empresarial de Arbitragem de MG (CAMINAS) e-mail: keniopereira@caixaimobiliaria.com.br – tel. (31) 3225-5599.
  • Décio

    Dr. Kenio
    Admiro muito sua preocupação em esclarecer de maneira objetiva os assuntos aqui abordados; Resido em um condomínio de sobrados (316 unidades) em SP e como há somente uma vaga por unidade, muitos proprietários deixam seus demais veículos estacionados do lado de fora em via pública.Como há aproximadamente uns 40 automóveis estacionados diariamente estão ocorrendo furtos, o Sindico contratou um segurança particular para fazer a vigilância destes carros e nos informou que será feito um rateio entre todos os moradores.
    Gostaria de saber se posso me abster de participar do rateio uma vez que não deixo meu veículo estacionado em via pública e sabendo que segurança pública é dever dos Orgãos Competentes como Polícia Federal, Estadual e Municipal.
    Como devo proceder no dia da Notação, caso tenha este direito de não participar do rateio.

    Ficarei ansioso pela orientação e desde já agradeço sua colaboração.

    Atenciosamente,

    Décio