Sinapi: Índice Nacional da Construção sobe 0,59% em Junho

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Materiais e Equipamentos aumentaram 0,53% no custo da construção em outubro
Materiais e Equipamentos aumentaram 0,53% no custo da construção em outubro

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE em parceria com a CAIXA, subiu 0,59% em junho, ficando 0,47 ponto percentual abaixo da taxa de Maio (1,06%). Considerando o período de janeiro a junho, o resultado foi de 3,68%, enquanto em igual período de 2013 havia ficado em 4,10%. Estes resultados acumulados levam em conta a desoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil prevista na lei 12.844, sancionada em 19 de julho de 2013.

Sinapi de junho subiu 0,59%, segundo o IBGE
Sinapi de junho subiu 0,59%, segundo o IBGE

Em junho de 2013 o índice foi de 7,80%, quando não houve a aplicação da desoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil, que teve efeitos vigentes de primeiro de abril a 03 de junho de 2013, retornando em 19 de julho de 2013, de acordo com a lei 12.844.

Nos últimos 12 meses, o Sinapi subiu 0,11%. Quando não considerada a desoneração da folha de pagamento o acumulado no ano ficou em 3,71% e nos últimos 12 meses em 7,05%. Os cálculos que não consideram a desoneração encontram-se na tabela abaixo.

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em maio fechou em R$ 886,51, em junho passou para R$ 891,73, sendo R$ 489,58 relativos aos materiais e R$ 402,15 à mão de obra. Sem considerar a desoneração da folha de pagamento, o custo nacional da construção, por metro quadrado, fechou junho em R$ 953,56, sendo R$ 489,79 relativos aos materiais e R$ 463,77 à mão de obra.

A parcela dos materiais apresentou variação de 0,36%, subindo 0,29 pontos percentuais em relação ao mês anterior (0,07%), e a mão de obra registrou variação de 0,87%, caindo 1,43 pontos percentuais em relação a maio (2,30%). Nos seis primeiros meses do ano os acumulados são 3,27% (materiais) e 4,18% (mão de obra), enquanto em doze meses ficaram em 6,22% (materiais) e -6,45% (mão de obra). Da mesma forma, estes resultados levam em conta a desoneração da folha de pagamento. Não considerando a desoneração da folha de pagamento os acumulados em doze meses foram: 6,27% (materiais) e 7,89% (mão de obra).

Região Sul tem maior alta
Com variação de 2,99% (Santa Catarina), a Região Sul, com taxa de 0,92%, foi a região com maior variação mensal em junho. Os demais resultados foram: 0,36% (Norte), 0,23% (Nordeste), 0,75% (Sudeste) e 0,83% (Centro-Oeste).

Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 894,95 (Norte); R$ 831,63 (Nordeste), R$ 940,03 (Sudeste); R$ 896,00 (Sul) e R$ 888,88 (Centro-Oeste). 3

Quatro estados apresentaram aumentos significativos no Sinapi decorrentes da pressão exercida por reajuste salarial do acordo coletivo, sendo a maior variação mensal, a do Espírito Santo, com: 3,82%.  Os demais estados foram: Mato Grosso do Sul (3,59%), Tocantins (3,23%), e Santa Catarina (2,99%).

TABELA 1
SISTEMA NACIONAL DE PESQUISA DE CUSTOS E ÍNDICES DA CONSTRUÇÃO CIVIL
Junho/2014 considerando a desoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil

ÁREAS GEOGRÁFICAS CUSTOS MÉDIOS NÚMEROS ÍNDICES VARIAÇÕES PERCENTUAIS
R$/m2 Jun/94=100 MENSAL NO ANO 12 MESES
BRASIL 891,73 446,28 0,59 3,68 0,11
REGIÃO NORTE 894,95 445,84 0,36 2,74 0,92
Rondônia 965,54 538,29 0,60 4,90 0,18
Acre 960,72 509,99 -0,40 1,03 -2,97
Amazonas 886,00 433,77 0,13 1,61 0,42
Roraima 952,56 395,66 0,39 2,41 0,19
Para 864,27 414,16 0,09 2,11 1,59
Amapá 889,67 432,09 0,15 7,08 4,28
Tocantins 946,19 497,42 3,23 5,68 0,87
REGIÃO NORDESTE 831,63 449,27 0,23 3,14 0,35
Maranhão 863,82 455,1 -0,01 0,41 -0,99
Piauí 840,62 558,59 0,24 1,12 2,40
Ceara 818,78 472,89 0,37 2,1 -0,35
Rio Grande do Norte 791,72 399,00 0,49 2,33 2,63
Paraíba 876,19 484,46 0,23 4,87 -0,11
Pernambuco 816,58 436,61 0,35 3,21 2,98
Alagoas 805,32 402,40 0,44 1,38 -4,42
Sergipe 803,94 427,21 0,18 5,22 -0,10
Bahia 835,08 441,70 0,10 5,40 0,18
REGIÃO SUDESTE 940,03 449,89 0,75 5,01 0,09
Minas Gerais 831,62 457,72 0,04 1,79 -0,83
Espirito Santo 825,36 457,86 3,82 6,92 2,33
Rio de Janeiro 1.034,97 471,73 0,03 7,14 0,82
São Paulo 976,48 440,99 1,21 5,71 0,10
REGIÃO SUL 896,00 428,57 0,92 2,54 -1,19
Paraná 901,5 431,12 0,00 0,97 -0,82
Santa Catarina 944,28 511,49 2,99 4,82 -0,41
Rio Grande do Sul 840,25 381,43 0,39 2,99 -2,67
REGIÃO CENTRO-OESTE 888,88 453,8 0,83 2,22 0,48
Mato Grosso do Sul 902,61 424,33 3,59 5,27 4,81
Mato Grosso 891,17 508,50 0,13 0,84 0,00
Goiás 868,13 458,58 0,44 2,95 2,53
Distrito Federal 905,41 399,93 0,45 1,08 -4,17

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços.

 

TABELA 2
SISTEMA NACIONAL DE PESQUISA DE CUSTOS E ÍNDICES DA CONSTRUÇÃO CIVIL
Junho/2014 não considerando a desoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil

ÁREAS GEOGRÁFICAS CUSTOS MÉDIOS NÚMEROS ÍNDICES VARIAÇÕES PERCENTUAIS
R$/m2 Jun/94=100 MENSAL NO ANO 12 MESES
BRASIL 953,56 477,25 0,61 3,71 7,05
REGIÃO NORTE 952,15 474,24 0,37 2,69 7,37
Rondônia 1.028,17 573,25 0,58 4,94 6,68
Acre 1.020,91 541,92 -0,33 0,98 3,11
Amazonas 942,37 461,44 0,12 1,47 6,81
Roraima 1.015,42 421,76 0,36 2,30 6,80
Para 919,50 440,59 0,08 1,98 8,08
Amapá 946,27 459,47 0,12 7,43 10,92
Tocantins 1.006,86 529,34 3,47 5,87 7,34
REGIÃO NORDESTE 885,32 478,24 0,23 3,18 6,82
Maranhão 918,00 483,7 -0,01 0,47 5,22
Piauí 892,72 593,28 0,22 1,06 8,75
Ceara 868,25 501,30 0,37 2,05 5,67
Rio Grande do Norte 841,05 423,78 0,44 2,15 9,02
Paraíba 933,21 516,03 0,23 5,08 6,39
Pernambuco 868,71 464,37 0,33 3,01 9,55
Alagoas 856,04 427,80 0,42 1,34 1,60
Sergipe 856,57 455,28 0,17 5,39 6,44
Bahia 892,94 472,41 0,15 5,64 7,12
REGIÃO SUDESTE 1.009,66 483,27 0,78 5,10 7,50
Minas Gerais 889,14 489,28 0,03 1,68 6,03
Espirito Santo 882,95 489,88 4,08 6,97 9,47
Rio de Janeiro 1.113,41 507,56 0,03 7,32 8,46
São Paulo 1.050,82 474,65 1,26 5,85 7,72
REGIÃO SUL 961,77 459,91 0,92 2,49 6,07
Paraná 969,62 463,64 -0,02 0,91 6,68
Santa Catarina 1.018,65 551,77 3,04 4,83 7,43
Rio Grande do Sul 893,79 405,67 0,36 2,91 3,54
REGIÃO CENTRO-OESTE 945,57 482,59 0,85 2,18 6,89
Mato Grosso do Sul 960,08 451,26 3,86 5,41 11,49
Mato Grosso 949,33 541,69 0,12 0,79 6,52
Goiás 921,97 486,74 0,41 2,85 8,89
Distrito Federal 963,61 425,68 0,43 1,02 2,00

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços.