Sinapi: Índice da Construção Civil varia 0,52% em agosto

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O custo com a mão de obra em 2014 registrou alta de 7,74%
O custo com a mão de obra em 2014 registrou alta de 7,74%

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE em parceria com a CAIXA, apresentou variação de 0,52% em agosto, ficando 0,06 ponto percentual abaixo da taxa de julho (0,58%). Considerando o período de janeiro a agosto, o resultado foi de 4,81%. Nos últimos 12 meses, a taxa situou-se em 7,22%, abaixo dos 7,29% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Entre janeiro e  julho, o resultado do Sinapi foi de 4,28%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses situou-se em 7,29%.

Em agosto de 2013, o índice foi de 0,58%. Estes resultados acumulados levam em conta a desoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil prevista na lei 12.844, sancionada em 19 de julho de 2013. Quando não considerada a desoneração da folha de pagamento o acumulado no ano ficou em 4,90% e nos últimos 12 meses em 7,30%.

A mão de obra registrou variação de 0,80% no Sinapi
A mão de obra registrou variação de 0,80% no Sinapi

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em julho fechou em R$ 896,88, em agosto passou para R$ 901,50, sendo R$ 492,01 relativos aos materiais e R$ 409,49 à mão de obra. Sem considerar a desoneração da folha de pagamento, o custo nacional da construção, por metro quadrado, fechou agosto em R$ 964,47, sendo R$ 492,16 relativos aos materiais e R$ 472,31 à mão de obra.

A parcela dos materiais apresentou variação de 0,28%, subindo 0,06 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,22%), enquanto a mão de obra registrou variação de 0,80%, caindo 0,21 ponto percentual em relação a julho (1,01%). De janeiro a agosto deste ano, os acumulados são 3,78% (materiais) e 6,09% (mão de obra), sendo que em 12 meses ficaram em 6,26% (materiais) e 8,41% (mão de obra). Da mesma forma, estes resultados levam em conta a desoneração da folha de pagamento. Não considerando a desoneração da folha de pagamento os acumulados em doze meses foram: 6,13% (materiais) e 8,54% (mão de obra).

Com variação de 4,81% em Mato Grosso, e 3,45% em Goiás, a região Centro-Oeste, com taxa de 2,63%, foi a que apresentou a maior alta do Sinapi em agosto. Os demais resultados foram: 0,78% (Norte), 0,11% (Nordeste), 0,16% (Sudeste) e 0,81% (Sul).

Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 906,16 (Norte); R$ 836,89 (Nordeste), R$ 943,67 (Sudeste); R$ 915,99 (Sul) e R$ 923,48 (Centro-Oeste).

Mato Grosso – Quatro estados apresentaram aumentos significativos decorrentes da pressão exercida por reajuste salarial do acordo coletivo, sendo a maior variação mensal, a do Mato Grosso, com: 4,81%. Os demais estados foram: Goiás (3,45%), Amazonas (2,69%) e Paraná (2,06%).

SISTEMA NACIONAL DE PESQUISA DE CUSTOS E ÍNDICES DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Agosto/2014 considerando a desoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil

ÁREAS GEOGRÁFICAS
CUSTOS MÉDIOS
NÚMEROS ÍNDICES
VARIAÇÕES PERCENTUAIS
R$/m2
Jun/94=100
MENSAL
NO ANO
12 MESES
BRASIL
901,50
451,21
0,52
4,81
7,22
REGIÃO NORTE
906,16
451,43
0,78
4,03
7,74
Rondônia
972,97
542,44
0,16
5,70
7,54
Acre
1.004,24
533,13
0,14
5,61
7,68
Amazonas
910,42
445,71
2,69
4,41
5,99
Roraima
958,04
397,96
0,45
3,00
7,15
Para
867,80
415,86
0,30
2,53
8,45
Amapá
895,09
434,73
0,10
7,73
11,06
Tocantins
942,57
495,53
-0,36
5,28
7,24
REGIÃO NORDESTE
836,89
452,10
0,11
3,79
6,89
Maranhão
861,77
454,01
-0,22
0,17
5,03
Piauí
842,09
559,59
0,13
1,30
7,45
Ceara
839,28
484,71
-0,37
4,66
6,80
Rio Grande do Norte
786,97
396,61
-0,34
1,72
7,77
Paraíba
882,15
487,76
0,19
5,58
6,32
Pernambuco
824,79
440,98
0,84
4,25
9,77
Alagoas
816,68
408,08
0,11
2,81
3,24
Sergipe
802,93
426,69
-0,17
5,09
6,21
Bahia
835,09
441,69
0,21
5,40
6,85
REGIÃO SUDESTE
943,67
451,65
0,16
5,42
7,57
Minas Gerais
840,54
462,62
0,22
2,88
7,03
Espirito Santo
824,22
457,22
-0,05
6,77
7,68
Rio de Janeiro
1.036,04
472,20
0,13
7,25
8,41
São Paulo
978,36
441,83
0,15
5,91
7,48
REGIÃO SUL
915,99
438,14
0,81
4,83
5,70
Paraná
926,67
443,17
2,06
3,79
4,34
Santa Catarina
940,79
509,59
-0,66
4,43
6,21
Rio Grande do Sul
874,16
396,82
0,15
7,14
7,66
REGIÃO CENTRO-OESTE
923,48
471,47
2,63
6,20
8,42
Mato Grosso do Sul
907,11
426,45
0,27
5,79
6,67
Mato Grosso
933,87
532,90
4,81
5,67
11,24
Goiás
898,69
474,73
3,45
6,58
7,30
Distrito Federal
955,45
422,05
0,39
6,66
7,48
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços.