Projetos imobiliários: queda de aprovados em BH preocupa

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No ano passado, foram ofertados no mercado 30,2% a mais de novos apartamentos em BH
No ano passado, foram ofertados no mercado 30,2% a mais de novos apartamentos em BH

Em 2014 (janeiro a abril), a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) aprovou uma média de 97 projetos imobiliários por mês, o que corresponde a uma queda de 60,6% em relação à média apurada no segundo semestre de 2013, quando foram registradas cerca de 160 aprovações mensalmente. Esses dados integram análise feita pela Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas (CMI/Secovi-MG), a partir de dados fornecidos pela PBH.

O número de projetos imobiliários aprovados pela Prefeitura da capital mineira caiu 19,4% no primeiro trimestre de 2014
O número de projetos imobiliários aprovados pela Prefeitura da capital mineira caiu 19,4% no primeiro trimestre de 2014

De acordo com o presidente da CMI/Secovi-MG, Otimar Bicalho, o levantamento mostra uma tendência de queda contínua no número de aprovações desde o início deste ano: janeiro (122), fevereiro (107), março (81) e abril (77). “Esse panorama é perigoso ou, no mínimo, inesperado”, diz Bicalho. No mês de abril, a pesquisa aponta que, do total de 77 projetos aprovados, 14 são de casas unifamiliares e 63 projetos são multifamiliares (edifícios), sendo 17 de comerciais, cinco de mistos e 41 de apartamentos. Foram lançados 382 apartamentos no mercado de Belo Horizonte em abril, com uma média de nove unidades por prédio.

Dos 63 projetos de edifícios aprovados, 42 (ou 66% do total) têm menos de 1.000 metros quadrados de construção. Para Otimar Bicalho, isso representa uma atuação de construtoras menores propondo pequenos prédios. “A meu ver, as grandes construtoras estão aguardando a evolução do novo projeto da Lei de Uso e Ocupação do Solo para tomarem uma decisão se vão continuar construindo na capital ou não.”

Ele acredita que nem mesmo a esperada corrida de aprovações, antes da redução do coeficiente de aproveitamento dos terrenos de BH, está ocorrendo. “Se isso vier a ocorrer, a prefeitura talvez esteja despreparada para absorver o aumento na demanda, uma vez que a tendência de queda já vem desde o início do ano. Portanto, poderemos ter um congestionamento de projetos num setor que tem sofrido redução constante no número de funcionários em detrimento de outras secretarias municipais”, acrescenta. Além disso, o tempo médio gasto para aprovação de um projeto atualmente é de seis meses.