Preços de imóveis devem continuar a cair

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Preços de apartamentos subiram 19,6% em BH em 2012
Moradores de imóveis populares de um quarto pagaram, em média, R$ R$ 76,25 de taxas de condomínios
Em junho de 2016, os preços de imóveis podem cair mais, segundo o Boletim FipeZap 

Os preços de imóveis devem continuar a cair nos próximos meses, de acordo com as projeções da  segunda edição do Boletim FipeZap, divulgado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O resultado da projeção sugere que o Índice FipeZap deve continuar caminhando abaixo da inflação nos próximos meses. As variáveis utilizadas no estudo apontam queda do indicador pelos seguintes motivos: o crescimento do crédito imobiliário está em queda, o volume de imóveis novos ofertados ainda não mostrou sinais de retração, a massa salarial está em queda e os juros reais estão em alta.

Em Belo Horizonte, os preços de imóveis em alguns bairros caíram até 34%
Em Belo Horizonte, os preços de imóveis em alguns bairros caíram até 34%

Nos primeiros sete meses de 2015, o preço anunciado do metro quadrado para venda subiu 1,5% na média das 20 cidades que compõem o Índice FipeZap. Com uma inflação que se aproxima de 7% no mesmo período, os preços dos imóveis acumulam queda de 5% em termos reais no ano. Isso significa que os preços de hoje já voltaram ao patamar do início de 2013 se levarmos em conta a inflação.

No final do ano de 2015, a variação nominal dos preços de imóveis será de cerca de 1% (vale notar que não se pode sequer excluir a hipótese de queda nominal do índice em 2015). 

Para junho/2016, a projeção indica persistência na trajetória, podendo levar o índice ao terreno negativo pela primeira vez em sua série histórica (iniciada em 2008). Todas as variáveis utilizadas na modelagem estão contribuindo para a queda do indicador: o crescimento do crédito imobiliário está em queda, o volume de imóveis novos ofertados ainda não mostrou sinais de retração, a massa salarial está em queda e os juros reais estão em alta.

Falta crédito

O escassez de crédito imobiliário está diminuindo a demanda por imóveis residenciais.  Até pouco tempo abundante e relativamente barato, o financiamento imobiliário ficou hoje significativamente mais caro e mais escasso. 


Uma análise mais detalhada da evolução dos preços de imóveis no país mostra, porém, que o ajuste de preços já se aprofundou em muitas regiões do Brasil. Apesar do preço médio mostrar uma trajetória gradual e ainda ter aumento (pequeno) em 2015, já é possível observar queda nominal de preços em 5 das 25 cidades.

Nas três cidades com maior peso no cálculo do Índice FipeZap foram observadas quedas nominais de preço em 28% dos bairros monitorados – São Paulo (17%), Belo Horizonte (34%) e Rio de Janeiro (35%).
 Veja gráficos abaixo.   


bairros SP