Novo Plano Diretor vai encarecer imóvel em São Paulo, diz Secovi

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Em julho, o aluguel em São Paulo teve redução de 0,22% em relação a junho
Em julho, o aluguel em São Paulo teve redução de 0,22% em relação a junho

O novo Plano Diretor da capital paulista vai encarecer o preço de imóvel em São Paulo, de acordo com o presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Cláudio Bernardes. O Plano Diretor foi aprovado pela Câmara Municipal no último dia 30 de junho. “Existe no plano a opção por uma série de medidas que acarretam aumento de custos de produção e, consequentemente, aumento no preço final dos imóveis, seja pela necessidade de maior arrecadação pelo Município, seja pela necessidade de recursos para habitação de interesse social ou, ainda, pela introdução de conceitos urbanísticos”, diz Bernardes.

Imóvel em São Paulo deve ficar mais caro com a aprovação do novo Plano Diretor
Imóvel em São Paulo deve ficar mais caro com a aprovação do novo Plano Diretor

O presidente do Secovi-SP ressalta que a construção da cidade, com as regras trazidas pelo novo Plano Diretor e pelas leis que o vierem complementar, será efetuada primordialmente pelo mercado imobiliário, que tem na busca pela viabilização dos empreendimentos para a população seu maior objetivo. “Portanto, suas intervenções e sugestões ao longo do processo foram sempre com o intuito de ajustar o poder aquisitivo da população aos modelos de desenvolvimento propostos para a cidade”, assegura o dirigente.

Para ele, um dos objetivos centrais do Plano Diretor foi a busca pela solução do grave problema de mobilidade na cidade, por meio do adensamento ao longo dos eixos de transporte. “Sem dúvida, uma boa alternativa, embora tenhamos ainda poucos eixos de transporte e nem todos com a qualidade desejável para induzir grande parte da população a utilizar o transporte público. Além disso, reduziram-se drasticamente as áreas potencialmente utilizáveis nesses eixos, em função de futuras operações urbanas que, se não viabilizadas a curto e médio prazos, podem comprometer a efetividade da proposta”, opina o dirigente.

“O equilíbrio desses fatores ocorreu dentro da resultante possível neste momento, mas a efetiva aplicação das regras propostas é que vai ditar a profundidade dos ajustes que deverão ser feitos no futuro. Isso porque, se houver desequilíbrio entre produção e demanda, os efeitos colaterais negativos sobre a mobilidade serão inevitáveis, uma vez que a produção ocorrerá em municípios vizinhos, aumentando a necessidade de circulação na cidade”, analisa o presidente do Secovi-SP.

Segundo o Secovi-SP, as regras para produção de habitação social, na forma proposta, quase que inviabilizam totalmente a produção de imóvel em São Paulo pela iniciativa privada. “Cabe saber se o governo será capaz de produzir a quantidade necessária para suprir essa demanda”, afirma Cláudio Bernardes”

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Fonte: Secovi-SP.