Na nova decoração da casa, pratique o desapego!

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Decoração da casa. Sala da década de 1950 criada por Estela Netto
Decoração da casa. Sala da década de 1950 criada por Estela Netto
Com jeitinho dá para aproveitar objetos antigos e inserir na nova decoração da casa. Nesse caso, a customização é uma boa pedida. Mesmo assim, é preciso praticar o desapego e abrir mão de alguns itens, alertam profissionais de arquitetura

Dar aquela repaginada na decoração da casa nem sempre é tarefa fácil. Muitas vezes, as pessoas querem dar uma nova roupagem ao ambiente, mas não conseguem se desfazer de antigos objetos. Nesses casos, o ideal é contar com ajuda profissional para praticar o desapego e deixar que novos objetos deem vida à velha casa, transformando-a em nova.

A arquiteta Adriana Morávia conta como faz a escolha dos objetos que podem permanecer no novo décor e daqueles que devem ser excluídos. “Primeiramente, faço o layout para descobrir quais móveis do cliente encaixam no novo espaço. Depois, tento descobrir se existe alguma peça que ele não abre mão e investigo o porquê deste apego, para analisar se será possível mudar o acabamento ou cor deste móvel, por exemplo, para encaixar no estilo do projeto. Analiso ainda se existe alguma peça com valor, peças de antiguidade, ou cadeiras de design que valem a pena serem reformados”.

Para a arquiteta e colunista do Portal emorar Estela Netto, quando o espaço é pequeno é necessário uma avaliação técnica do layout, priorizando as áreas de circulação, assim, muitas vezes, é necessário praticar, e muito, o desapego, deixando de lado objetos e móveis antigos. “Nesses casos, é preciso ser mais pragmático. Ainda que se privilegie o aproveitamento máximo do acervo, se o espaço é pequeno não tem jeito, deve-se abrir mão de itens antigos”, avalia.

As profissionais revelam quais peças normalmente são mais reaproveitadas. “Na maioria das vezes, é mais fácil aproveitar peças soltas, como poltronas, aparadores, cadeiras, pufes, mesas de apoio ou centro. Esses elementos cabem em qualquer cantinho”, explica Adriana. Estela acrescenta: “É interessante dar prioridade para objetos que estão em melhor estado de conservação ou que possuam valor mais alto, como antiguidades, peças de arte e de design”.

Manutenção

Os itens reaproveitados, às vezes, precisam passar por manutenção, mas geralmente não são grandes reparos. “Em poltronas e sofás, é ideal que se troque o tecido. Móveis de madeira também podem receber acabamento de laca ou revestimento de couro”, salienta Adriana. Segundo Estela, “polir, lixar ou customizar pode aumentar a vida útil do objeto e ainda dar um up”.

Para os mais apegados, que não aceitam abrir mão de quase nada, há uma boa notícia também: é possível reaproveitar quase tudo, mas, claro, depende do espaço e da proposta do novo ambiente. “Já consegui reaproveitar todos os móveis de uma casa e lançá-los em espaços diferentes da casa nova do cliente”, lembra Adriana.