Minha Casa Minha Vida pode parar obras

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Construtoras ameaçam parar obras do Minha Casa Minha Vida por falta de pagamento
Construtoras ameaçam parar obras do Minha Casa Minha Vida por falta de pagamento
Construtoras ameaçam paralisar obras do Minha Casa Minha Vida por falta de pagamento

As obras da segunda fase do Minha Casa Minha Vida, do governo federal, estão ameaçadas. Construtoras contratadas para obras do Faixa 1 da segunda fase do programa estão ameaçando parar as obras em todo o País caso o governo não quite os pagamentos atrasados, alerta o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).

Construtoras ameaçam parar obras do Minha Casa Minha Vida por falta de pagamento
Construtoras ameaçam parar obras do Minha Casa Minha Vida por falta de pagamento

Dos R$ 17,5 bilhões orçados para o MCMV, apenas R$ 11,5 bilhões foram aprovados. O último pagamento às empresas foi realizado dia 8 de maio e o valor devido já ultrapassa os R$ 1,2 bilhão. “O governo está fazendo pedalada com capital privado”, reclama o vice-presidente de Habitação Popular do SindusCon-SP, Ronaldo Cury.

Um empréstimo do FGTS para o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) é uma alternativa proposta pelo setor para ajudar o governo a pagar os atrasados. O argumento para a ação é que o MCMV, como projeto do PAC, é investimento e, portanto, poderia receber esse recurso. 

Demandas

Entre as demandas urgentes do setor, além do pagamento imediato dos valores devidos,  está a reprogramação dos próximos. “As empresas precisam de previsibilidade, caso contrário há o risco de quebradeira”, reforça Cury. “O MCMV não vai sair enquanto não se definir isso.”

Além do calendário de recebimento, a construção pleiteia a criação uma linha de crédito barata que aceite a nota fiscal de obras como garantia (recebível). “Com a atual conjuntura, baixa taxa de retorno do MCMV e o histórico recente de atrasos da União, o Minha Casa Minha Vida 3 está fadado a não vingar”, diz Cury.

A terceira fase do Minha Casa Minha Vida deve ser lançada até o final deste ano, segundo previsão do Ministério das Cidades. Segundo o governo federal, o programa terá mais uma faixa financiada com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).