Minha Casa Minha Vida 3 em compasso de espera

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Brasil ainda tem déficit habitacional de 5,24 milhões de residências. Imagem de Arquivo/Agência Brasil
Brasil ainda tem déficit habitacional de 5,24 milhões de residências. Imagem de Arquivo/Agência Brasil

Apesar do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, ter garantido que o Minha Casa Minha Vida não terá corte de orçamento, a terceira etapa do  Programa ainda não tem data para ser lançada em 2015. Com isso, as contratações de mão de obra na construção civil para o programa estão paradas.

Conjunto Habitacional Zilda Arns, do Programa Minha Casa, Minha Vida, em construção no Rio de janeiro Imagem de Arquivo/Agência Brasil
Conjunto Habitacional Zilda Arns, do Programa Minha Casa, Minha Vida, em construção no Rio de janeiro
Imagem de Arquivo/Agência Brasil

Nesta semana, o ministro recebeu representantes do setor da construção civil e disse que a nova fase do MInha Casa Minha Vida ainda precisa ser elaborada, mas que o programa é uma prioridade do governo.

No último dia 12/01, após despacho com a presidente Dilma Rousseff,  Gilbertto Kassab disse ao Blog do Planalto, que divulga ações do governo federal, que o programa não terá cortes de orçamento. “O Programa Minha Casa Minha Vida não sofrerá cortes, é um programa que terá continuidade e que permanecerá como uma prioridade do governo. Isso já é uma definição da presidenta Dilma”, disse Kassab na entrevista.

A pesquisa Quesitos Especiais da Sondagem da Construção, divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mostra que uma parte das empresas que operam com os programas de Aceleração do Crescimento (PAC) e Minha Casa Minha Vida está otimista com o volume de negócios para os próximos 12 meses.

Feita em dezembro do ano passado, a pesquisa ouviu 698 empresários do setor da construção. “É uma pesquisa importante para avaliar esses programas”, disse o  economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, Itaiguara  Bezerra. De acordo com o levantamento, 43,1% das empresas estão influenciadas de alguma maneira pelo PAC. Dessas, 63% estimam que seu volume de obras aumentará nos próximos 12 meses, em comparação com igual período anterior e 37% acreditam que permanecerá estável.

Do total de empresas que operam no PAC, 26,1% preveem aumento do pessoal empregado nos próximos três meses. Para 71,7%, o quadro ficará estável e, para 2,2%, diminuirá. As empresas que pretendem ampliar os negócios, acreditam que a situação será positiva. O saldo foi 63 pontos percentuais (de respostas positivas). “E, para as empresas que informaram que vão aumentar o volume de emprego, o saldo foi 23,9 pontos percentuais positivo. Estão mais propensas a aumentar o seu contingente de mão de obra”, disse Bezerra.

Com informações da Agência Brasil.