Mercado imobiliário tem leve recuperação no trimestre

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No primeiro trimestre do ano, o mercado imobiliário teve nota 2,9, segundo o Radar Abrainc-Fipe
No primeiro trimestre do ano, o mercado imobiliário teve nota 2,9, segundo o Radar Abrainc-Fipe
Início do ano é marcado por melhorias no ambiente macro, crédito imobiliário e demanda no mercado imobiliário

O mercado imobiliário brasileiro esboçou uma leve recuperação no primeiro trimestre de 2017. É o que apontam as informações do Radar Abrainc-Fipe, realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a pedido da Associação Brasileiras das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). 

Segundo o levantamento, as condições gerais do mercado imobiliário encerraram o primeiro trimestre de 2017 com nota média de 2,9 na escala entre 0 (menos favorável) a 10 (mais favorável), evidenciando um avanço de 0,3 ponto percentual, no comparativo com dezembro de 2016, e um recuo de 0,2 pontos, face à pontuação registrada em março do 2016. 

O resultado oferece indícios de recuperação do mercado, iniciada ao final do ano passado, com destaque para as melhorias observadas no ambiente macro (atividade econômica, confiança e juros), crédito imobiliário (condições de financiamento e concessões reais) e demanda (massa salarial). 

A despeito dos avanços relatados, na média, as condições de mercado em março de 2017 ainda estão aquém do quadro registrado há 12 meses (março de 2016), sendo que 2 dos 12 indicadores se encontram nos níveis mais baixos da série: emprego e preço dos imóveis. 

CAIXA suspende crédito imobiliário com FGTS

Um dos reveses do mercado imobiliário em junho foi a decisão da CAIXA de suspender o financiamento imobiliário através da linha Pró-Cotista, que utiliza os recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A linha de crédito Pró-Cotista tem  juros menores para os financiamentos, de no máximo 8,5% ao ano, acima apenas do Minha, Casa Minha Vida.

A linha de crédito imobiliário  pró-cotista, que usa o FGTS, é destinada a compra de imóveis de até R$ 950 mil nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e R$ 800 mil nos demais estados do Brasil.