Mercado imobiliário de Minas busca disciplinar atuação de empresas

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Convênio vai apurar condutas eventualmente antiéticas adotadas por empresas do mercado imobiliário
Código de Ética do Mercado Imobiliário disciplina empresas do setor

Representantes da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG) e do Creci-MG (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) assinaram um convênio para viabilizar uma central de apuração, investigação e julgamento de condutas eventualmente adotadas por empresas do mercado imobiliário em discordância com o código de ética do setor.

A parceria vai permitir que as empresas associadas comuniquem para a CMI/Secovi-MG as suspeitas de transgressões éticas, que serão repassadas ao Creci-MG para instauração de procedimentos disciplinares sobre maneiras de captação de serviços de corretagem de imóveis.

Fernando Júnior é vice-presidente da CMI/Secovi-MG
Fernando Júnior é vice-presidente da CMI/Secovi-MG

De acordo com o vice-presidente da CMI/Secovi-MG, Fernando Júnior, as práticas que envolvem os negócios imobiliários devem ser sempre conduzidas com ética no relacionamento entre as imobiliárias. “Com o convênio, a entidade pretende resgatar o padrão ético de comportamento das imobiliárias e dos corretores de imóveis. Dessa maneira, nossa meta é evitar a concorrência predatória, que pode prejudicar tanto as empresas quanto seus clientes”, declara.

Regulação do setor

Fernando Júnior ainda ressalta que o convênio formaliza uma parceria entre CMI/Secovi-MG e Creci-MG para que possam regular as eventuais irregularidades praticadas pelas empresas do mercado imobiliário. “O objetivo desse acordo é unir as entidades em prol do desenvolvimento do mercado imobiliário, além de estimular parcerias, intercomunicação entre as empresas e disciplinar o segmento,” afirma.

Para utilizar o convênio, as imobiliárias devem ser associadas à CMI/Secovi-MG e preencher um formulário com a narrativa dos fatos que configurem a transgressão ética. “Além disso, devem ser fornecidos documentos que comprovem alguma prática irregular, tais como fotos dos imóveis oferecidos de forma promíscua pelas imobiliárias”, destaca o vice-presidente. Mais informações, pelo telefone (31) 3055-5353.