Mercado imobiliário em BH caiu 13,4% em 2015

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Levantamento da CMI/Secovi mostra redução de negócios no mercado imobiliário da capital mineira

Para analisar o desempenho do mercado imobiliário em Belo Horizonte em 2015, a Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG) realizou um levantamento com base nas guias do ITBI (Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis por Ato Oneroso “Inter Vivos”), emitidas e pagas para a elaboração dos registros de imóveis negociados. A conclusão foi de que houve uma redução média de 13,4% no comércio imobiliário na capital mineira.

O presidente da entidade, Otimar Bicalho, explica que o índice foi obtido a partir da média de cinco percentuais de variações analisadas: média mensal de escrituras de apartamentos, número de apartamentos registrados no ano, valores negociados de apartamentos, valores negociados de imóveis em geral e número de imóveis em geral comercializados.

A média de escrituras apuradas em 2014 foi de 1.671 apartamentos por mês. Já a média de janeiro a setembro de 2015 (dados disponíveis até o momento) foi de 1.426 apartamentos mensalmente. “Dessa forma, a primeira aferição aponta para uma redução de 14,6%”, destaca o presidente da CMI/Secovi-MG.

Uma verificação mais profunda levou a entidade a convencionar que os apartamentos concluídos entre 2013 a 2015 seriam chamados de novos; já os anteriores a 2013 foram denominados usados.

O valor médio dos apartamentos usados, registrados de janeiro a setembro de 2015, foi de R$ 427.052,34 e dos apartamentos considerados novos, no mesmo período, foi de R$ 467.567,29. Portanto, a diferença de preço entre os apartamentos novos e os usados está próxima de 9,5%.

Já a soma dos valores negociados em imóveis, incluindo todos os tipos imobiliários (residenciais e comerciais), foi de R$ 8,689 bilhões de janeiro a setembro de 2014. No mesmo período em 2015, caiu para R$ 7,727 bilhões, o que representa uma redução de 11,1% no valor negociado. Em relação à quantidade de imóveis comercializados, houve uma queda de 13,8% no mercado imobiliário na capital mineira: 20.514 imóveis, de janeiro a setembro de 2014, e 17.680 imóveis no mesmo período em 2015.

Em relação somente aos apartamentos, em 2014 foram contabilizadas, no período, 15.039 unidades negociadas. Em 2015, foram 12.837 apartamentos, o que indica uma redução de 14,6%. “Dentro da média de 1.426 apartamentos vendidos por mês em 2015, verificamos que os chamados de novos representaram um percentual de 46,8% e os usados, 53,2%”, afirma Otimar Bicalho. No entanto, segundo ele, houve 177 apartamentos vendidos por um valor abaixo de R$ 160 mil. “Em nossa análise, acreditamos que esses imóveis são os enquadrados no Minha Casa, Minha Vida. Deste total, 164 apartamentos estão localizados na Zona de Adensamento Restrito (ZAR), onde a ocupação é desestimulada em função da pouca infraestrutura nesses bairros.”

No total das negociações de apartamentos, o levantamento aponta, em 2014, uma movimentação financeira R$ 6,6 bilhões no período, contra R$ 5,7 bilhões nos primeiros nove meses de 2015. Isso indica uma queda de 13,6% no volume financeiro de transações.

De acordo com o presidente da CMI/Secovi-MG, o resultado geral do mercado imobiliário em 2015 em Belo Horizonte foi obtido com uma média simples das cinco quedas apontadas. “Para o comprador, esse é um ótimo momento para fazer sua compra. Não significa que o construtor ou incorporador vá lhe oferecer um desconto de 13,4%, pois a realidade é que o preço já considerou essa queda e se encontra defasado nesse percentual. No mercado imobiliário, não se aumenta o preço para depois oferecer desconto. Ainda é um mercado mais transparente em relação aos valores ofertados.”