Mercado imobiliário em 2016 foi muito ruim, mostra Abrainc-Fipe

0
0
Mercado imobiliário mostra nota de 2,4 na escala de 0 a 10, segundo pesquisa da Abrainc; Condições do mercado apontam estabilidade entre outubro e novembro

As condições do Mercado imobiliário registraram nota média de 2,4 na escala entre 0 (menos favorável) a 10 (mais favorável) em 2016, segundo pesquisa realizada pela Fipe para Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).  Isso é o mostra as  informações do Radar Abrainc-Fipe, em novembro de 2016, indicando estabilidade frente às condições de mercado registradas no mês anterior (outubro).

Um avanço no lançamentos e melhoria no crédito compensaram aumento na pressão de custos e demanda desaquecida

Novembro foi marcado pela estabilidade no ambiente macro e por uma ligeira melhora nos indicadores do crédito imobiliário (+0,2), enquanto os indicadores de demanda (-0,3) e ambiente setorial (-0,1) se deterioraram. De forma mais geral, é possível afirmar que o quadro negativo enfrentado pelo setor no ano é marcado pelo recuo de indicadores relacionados ao mercado de trabalho (emprego e massa salarial), bem como ao encarecimento e escassez do crédito disponível.

Em novembro, três dos 12 indicadores encontram-se nos níveis mais baixos da série histórica: emprego, massa salarial e preço dos imóveis. A nota média dada às condições gerais do mercado imobiliário no Radar Abrainc-Fipe em 2016 acumula queda de 0,8 ponto, recuo similar ao observado no horizonte dos últimos 12 meses (entre novembro de 2015 e novembro de 2016).

Para o diretor da Abrainc, Luiz Fernando Moura, já há sinais de melhora. Ele acredita que, com a projeção de juros mais baixos, o início da recuperação econômica do País e também do setor imobiliário deve acontecer em 2017. “O setor é um dos que mais empregam no Brasil, mas a crise tem afetado a criação de novos postos de trabalho, o que dificulta na retomada do mercado de forma geral”, afirma ele.

Ambiente Macro

Vale lembrar: Na dimensão “Ambiente Macro”, por exemplo, há informações a respeito de variáveis e condições macroeconômicas da economia brasileira, que são Atividade, Confiança e Juros. Já no Crédito Imobiliário, a análise é coberta pelos indicadores Condições de Financiamento, Concessões Reais e Atratividade do Financiamento Imobiliário.

Em relação à Demanda, são interpretados dados de Emprego, Massa Salarial e Atratividade do Investimento Imobiliário. Por fim, a dimensão Ambiente Setorial mostra as análises de Insumos, Lançamentos e Preço dos Imóveis.

Metodologia do estudo

O Radar Abrainc-Fipe combina 12 índices dos setores imobiliário e econômico em quatro dimensões: ambiente do setor, ambiente macroeconômico, demanda e crédito imobiliário, com dados desde janeiro de 2004.

Cada um dos indicadores possui uma metodologia própria de cálculo, desenvolvida para capturar a relação (interpretação) desejada entre a sua média e as condições enfrentadas pelo mercado ao longo do tempo. Dessa forma, são atribuídas médias de 0 a 10 para cada indicador, de modo que é possível apresentar todos os doze indicadores na mesma escala de pontuação.

Ao longo do tempo, as médias dos indicadores exibirão um comportamento correspondente à variação das condições do mercado imobiliário, assim o nível pode indicar se o cenário atual está: favorável e/ou estimula a atividade do setor; próximo à tendência histórica ou ao esperado para o momento; ou compromete e/ou desestimula o setor.

A divulgação do Radar Abrainc-Fipe é mensal e as fontes de coleta de dados são públicas. No glossário e na apresentação anexos do estudo, é possível acessar a metodologia completa para maior detalhamento sobre a elaboração de cada um dos indicadores.