Mercado imobiliário de SP deve crescer em 2017

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Em 2016, as vendas do mercado imobiliário paulista caíram 19,7%
Em 2016, as vendas do mercado imobiliário paulista caíram 19,7%
Secovi-SP prevê crescimento entre 5% e 10% no mercado imobiliário neste ano

O mercado imobiliário de São Paulo deve crescer entre 5% e 10% em 2017, segundo expectativa da  equipe econômica do Sindicato da Habitação (Secovi-SP). Em 2016, as vendas do mercado imobiliário paulista caíram 19,7% e os lançamentos de novos imóveis diminuíram 23,3%. 

De acordo com o Secovi-SP,  2016 teve fatos históricos, como Olímpiadas, operação Lava Jato, troca de governo, entre outros, que contribuíram para um ano atípico. Acredita-se que 2016, para o mercado imobiliário, tenha sido o ano com os números mais baixos registrados pelo Sindicato. 

O potencial do mercado imobiliário brasileiro para os próximos anos, entretanto,  é promissor, segundo um estudo desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O material foi baseado no histórico dos dados sociodemográficos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com os cenários construídos pela FGV, serão necessários 14,55 milhões de novos domicílios no período entre 2015 a 2025 para suprir a demanda habitacional.

Retomada econômica

“Para 2017, a expectativa é positiva, e está alicerçada na retomada gradual da economia, na queda da inflação e das taxas de juros, inclusive dos financiamentos imobiliários. A retomada dos investimentos e da geração de emprego e renda nos levam a estimar um crescimento do mercado imobiliário de 5% a 10% neste ano”, aposta Flavio Amary, presidente do Secovi-SP.

Destacam-se, ainda, as mudanças que devem ocorrer em virtude das novas legislações edilícias do Plano Diretor Estratégico e da Lei de Zoneamento. “Esperamos que a nova equipe da prefeitura entenda os efeitos destas legislações, atenuando sua aplicação e corrigindo suas imperfeições”, acredita Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos da entidade.

“De toda forma, e de acordo com estudo que fizemos com a FGV, a demanda por novos domicílios permanentes na RMSP, de 2015 a 2025, será de mais de 130 mil por ano. Em um cenário de reaquecimento da economia, o mercado imobiliário tem capacidade de suprir parte desta demanda futura”, conclui Amary.