Mercado de construção civil cai pelo 4º mês consecutivo

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Materiais e Equipamentos aumentaram 0,53% no custo da construção em outubro
Materiais e Equipamentos aumentaram 0,53% no custo da construção em outubro

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, recuou pelo quarto mês consecutivo, registrando variação interanual de -9,8%, no trimestre findo em junho de 2014. O resultado confirma a tendência de desaceleração do mercado de construção civil para o segundo semestre: em março, a variação foi de -3,3%, em abril, -5,9%; e em maio, -8,7%.

Assim como em maio, a queda da confiança em junho foi mais influenciada pela piora das expectativas. Em bases trimestrais, a variação interanual (entre 2013 e 2014) do Índice de Expectativas (IE-CST) passou de -11,4%, no trimestre findo em maio, para -13,1%, em junho. Em termos mensais, o IE-CST passou de -13,4%, em maio, para -13,6%, em junho.

A desaceleração do mercado de construção civil chegou a menos 9,8%, no trimestre findo em junho de 2014
A desaceleração do mercado de construção civil chegou a menos 9,8%, no trimestre findo em junho de 2014. Foto: Bruno Peres Andreotti. 

A variação interanual trimestral do Índice da Situação Atual (ISA-CST) foi mais suave: passou de -5,3%, em maio, para -5,7%, em junho. Em termos mensais, ISA-CST apresentou melhora ao passar de -5,2%, em maio, para -3,0%, em junho.

Dos 11 segmentos pesquisados, dez apresentaram queda na métrica interanual trimestral. Os destaques negativos foram os segmentos de Preparação do Terreno, cuja taxa passou de -5,2%, em maio, para -9,3%, em junho; e Obras de Acabamento, de -5,5% para -9,0%, respectivamente, nos mesmos períodos.

A piora relativa do ISA-CST foi influenciada pela menor satisfação das empresas com a situação atual dos negócios. A variação interanual do Indicador Trimestral deste item passou de -4,9%, em maio, para -5,3%, em junho. Das 698 empresas consultadas, 21,4% avaliam a situação como boa no trimestre findo em junho de 2014, contra 25,5% no mesmo período do ano anterior; já 16,5% das empresas reportam como ruim (contra 14,7%, em junho de 2013).

O quesito que mede a percepção das empresas quanto à demanda prevista para os próximos três meses foi o que exerceu maior influência negativa sobre o IE-CST. A variação interanual trimestral deste quesito passou de -11,1%, em maio, para -13,7%, em junho. A proporção de empresas que prevê aumento da demanda no trimestre findo em junho de 2014 é de 25,3%, contra 35,1% há um ano, enquanto a parcela das que preveem piora foi de 13,8%, contra 5,9%, em junho do ano anterior.