Materiais de construção: vendas caem 20,5% em janeiro

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Vendas de materiais de construção subiram 9,2% em janeiro, segundo a ABRAMAT
Vendas de materiais de construção subiram 9,2% em janeiro, segundo a ABRAMAT
Em relação a dezembro houve pequeno crescimento de 5% nas vendas de materiais de construção

As vendas de materiais de construção caíram 20,5% em janeiro, em relação ao mesmo período de 2015, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (ABRAMAT). Este é o vigésimo quarto resultado negativo consecutivo, levando em consideração esta base de comparação. Já em relação a dezembro de 2015, janeiro indica pequeno crescimento, de 5%.

O cenário também é negativo no que diz respeito ao nível de empregos nas indústrias de materiais de construção. Os números do primeiro mês do ano indicam queda de 8,9%, na relação com janeiro de 2015. Já em comparação com dezembro de 2015, a queda indicada é de 0,3%.

TOTAL % de janeiro/16 comparado a dezembro/15 % de janeiro/16 comparado a janeiro/15 Acumulado no ano Acumulado 12 meses (Móvel)
Faturamento Deflacionado 5,0% -20,5% -20,5% -13,9%
Emprego -0,3% -8,9% -8,9% -5,2%

As condições adversas que predominam desde o segundo semestre de 2015 permanecem tanto no segmento do varejo, quanto no das construtoras, agravadas pela forte intensidade das chuvas nesse inicio de ano, que prejudicam o andamento das obras. Para o presidente da ABRAMAT, Walter Cover, “o setor só vai observar uma reação no mercado a partir de abril ou maio”. O executivo acredita que “a implementação de medidas de crédito para as indústrias de materiais de construção, a retomada do MCMV-Fase3, além das obras de infraestrutura, se de fato implementadas podem voltar a dar algum fôlego ao setor”.

Outro fator que pode contribuir para um cenário menos pior do que o apresentado em 2015 é a substituição de importações e o aumento das exportações, auxiliadas pelo câmbio.

A expectativa da ABRAMAT, neste primeiro mês do ano, para o faturamento deflacionado das indústrias de materiais de construção, em 2016, é de retração de 4,5% em comparação com 2015.