Materiais de construção tem baixa de 4,7% nas vendas

0
328
Em maio, as vendas de materiais de construção caíram 9%
Em maio, as vendas de materiais de construção caíram 9%
Materiais de construção tem queda nas vendas em maio e junho com influência da  paralisação de caminhoneiros

Os materiais de construção tiveram quedas nas vendas nos úlrtimos dois meses. É o que aponta a pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção  (ABRAMAT). O índice de junho indica queda no faturamento deflacionado de -4,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. O estudo também aponta revisão dos dados projetados sobre o mês de maio no estudo anterior. O resultado, antes apontando crescimento de 3,5%, foi revisado para queda de -9%, com ambos os resultados obtidos pela comparação com o desempenho do setor no mesmo mês do ano anterior.

Com a revisão de maio e a estimativa feita para junho, o crescimento acumulado no ano até aqui, em comparação com o mesmo período do ano passado, é de -0,4%. Apesar dos impactos trazidos por essa externalidade, a associação mantém por enquanto a projeção para um fechamento de ano com crescimento de 1,5% do setor.

Comparando junho e maio desse ano, a projeção é de crescimento de 4,4%. Apesar da guinada negativa do mercado com a greve, o real faturamento de junho pode ser superior à previsão, uma vez que muitas vendas realizadas no mês de maio foram adiadas com a greve, tendo seus números computados apenas no mês seguinte.

Emprego na construção civil

O emprego na indústria de materiais de construção, apesar da greve, segue rumando para uma reversão de tendência. O acumulado no ano agora é de -1,2%, melhor resultado desde janeiro. No mês anterior, o ano acumulava redução de -1,3% no número de vagas. Ambos os resultados derivam da comparação com o período equivalente do ano anterior.

“A ABRAMAT preza por desenvolver estudos com base em metodologias técnicas, proporcionando bases compatíveis para comparações. Que a greve dos caminhoneiros impactou negativamente o setor todos sabíamos, mas as dimensões das consequências só puderam ser aferidas agora. Com a atualização das bases de dados da FGV e IBGE, que baseiam nossos estudos, pudemos ter uma noção realista do que o movimento trouxe ao setor da indústria de materiais de construção. Apesar do resultado negativo imediato, os desdobramentos em sua total complexidade e magnitude ainda serão observados no decorrer do ano, com nossos próximos estudos demonstrando se haverá recuperação ou não do setor como um todo. A princípio, mantemos nossa projeção inicial de crescimento em 2018” comenta Rodrigo Navarro, presidente da associação.

Sobre a ABRAMAT

A ABRAMAT conta atualmente com mais de 40 empresas associadas e aproximadamente 300 fábricas situadas em todas as regiões do país, que são líderes na produção de materiais de construção em diversos segmentos do setor.