Materiais de construção tem alta de 5,9% nas vendas

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No acumulado do ano até aqui, o crescimento nas vendas de materiais de construção é de 3,1%
No acumulado do ano até aqui, o crescimento nas vendas de materiais de construção é de 3,1%
Crescimento de vendas de materiais de construção chega a 5,9%, em relação a maio de 2017, no setor de base, mas impacto da greve dos caminhoneiros ainda não é computado

Os materiais de construção tiveram alta de 5,9% no faturamento em maio, de acordo com o índice da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (ABRAMAT). A pesquisa indica crescimento no faturamento deflacionado de 3,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, no entanto no estudo ainda não estão computados os impactos da greve dos caminhoneiros no faturamento do setor. No acumulado do ano até aqui, o crescimento é de 3,1%.

Analisando os números em detalhe, observa-se ganho no faturamento dos dois segmentos da indústria de materiais de construção em que se dividem os produtos: base e acabamento. No mês, os produtos de base registraram aumento de 5,9% no faturamento em relação a maio de 2017, e os de acabamento 0,1%. Esses números segmentados também não refletem os impactos da greve dos caminhoneiros que ocorreu no fim de maio.

O crescimento que se sucede desde o começo do ano ganhou ainda mais fôlego, uma vez que a associação revisou os resultados de abril, devido à de 4,5% de crescimento para 8,6% em relação a abril de 2017. Essa revisão, somada com o resultado positivo de maio, fez com que a previsão para fechamento do ano subisse, entretanto com a greve dos caminhoneiros, que deve ter seus efeitos computados a partir do próximo estudo do índice, a associação mantém a previsão de fechamento do ano com crescimento de 1,5% em relação a 2017.

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Metodologia respaldada

“A ABRAMAT preza primeiramente por desenvolver estudos confiáveis, com metodologia respaldada. Afirmar que a greve dos caminhoneiros impactou o setor é óbvio, mas as dimensões das consequências não podem ser tratadas com precipitação. Aguardaremos FGV e IBGE atualizarem suas bases de dados, que baseiam nossos estudos, para que possamos ter uma noção realista do que o movimento trouxe ao setor da indústria de materiais de construção. Ainda que haja curiosidade e clamor por números concretos, a ABRAMAT seguirá tratando suas pesquisas com o mesmo rigor, fato esse que nos permitirá entender os desdobramentos dessa crise apenas no estudo de junho” comenta Rodrigo Navarro, presidente da associação.

A ABRAMAT conta com mais de 40 empresas associadas e aproximadamente 300 fábricas situadas em todas as regiões do país, que são líderes na produção de materiais de construção em diversos segmentos do setor.