Materiais de construção: indústria está otimista

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No setor de materiais de construção, 30% consideraram março um mês “bom” , contra 25% que consideraram o terceiro mês do ano “ruim” ou “muito ruim”
No setor de materiais de construção, 30% consideraram março um mês “bom” , contra 25% que consideraram o terceiro mês do ano “ruim” ou “muito ruim”
 Na industria de materiais de construção, os empresários estão ligeiramente otimistas com o término do primeiro trimestre

Os materiais de construção no primeiro  trimestre do ano estão em ligeira alta.  É o que aponta o Termômetro da Associação Brasileira das Indústrias dos Materiais de Construção (ABRAMAT) divulgado  nesta terça-feira (3). A pesquisa aponta para uma expectativa positiva em alguns termos. Apesar disso,  as projeções positivas não estão no discurso de todos os agentes do setor. O levantamento foi feito entre os associados para determinar o grau de otimismo e pretensões de investimento futuros.

Vendas ao mercado interno:

Nas vendas ao mercado interno, filão que representa a maior parte do faturamento das associadas, a avaliação foi, na média, regular. Consideraram março um mês “bom” 30% das empresas, contra 25% que consideraram o terceiro mês do ano “ruim” ou “muito ruim” (as demais respostas foram todas apontando um mês “regular” para as vendas no mercado interno). Para abril nota-se um otimismo, ainda que tímido. Não há projeções “ruins” ou “muito ruins” por nenhum membro da associação. As projeções de um mês “bom”, no entanto, se limitam a 45% das respostas, enquanto que as outras 55% preveem o mês como “regular”.

Expectativa das ações governamentais e pretensão de investimentos

Quando a questão lidava com a expectativa de ações governamentais, houve crescimento nas perspectivas positivas. Se em fevereiro 5% das associadas viam com otimismo as possíveis interferências do governo no mercado, em março o número subiu para 10%.

O aumento na expectativa sobre o governo vai em linha com as pretensões de investimento, por parte das próprias empresas do setor de materiais de construção no médio prazo. Em fevereiro, 60% das associadas pretendiam investir. Em março, o número subiu para 70%. O contraste é maior se analisarmos o mesmo período no ano anterior (março/17), quando apenas 46% da indústria pretendia realizar investimentos no médio prazo.