Índice de Confiança da Construção melhora em abril

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Em 12 meses, o Sinapi subiu 5,67%, segundo o IBGE
Em 12 meses, o Sinapi subiu 5,67%, segundo o IBGE

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getúlio Vargas, apresentou evolução favorável em abril, na base de comparação interanual pela primeira vez desde janeiro de 2013. O Indicador Trimestral registrou taxa de -6,6%, no trimestre findo em abril, contra -7,9%, em março. O resultado sinaliza uma possível acomodação do nível de atividade econômica do setor após um longo período de desaceleração. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (06/05).

Os segmentos que mais contribuíram para a melhora relativa do índice em abril foram: Preparação de Terreno, cuja variação interanual do índice de confiança trimestral passou de -14,8% em março para -12,1%, em abril; e Construção de Edifícios e Obras de Engenharia, de -7,7% para -5,7%, respectivamente. No sentido contrário, houve piora nos segmento de Aluguel de Equipamentos de Construção e Demolição (de -0,5% para -6,2%); e em Obras de Acabamento (de -7,3% para -10,8%).

A variação interanual trimestral do Índice da Situação Atual (ISA-CST) passou de -9,9% em março para -9,1%. Na mesma base de comparação e períodos, a variação do Índice de Expectativas (IE-CST) passou de -6,3% para -4,5%, respectivamente.

O quesito situação atual dos negócios foi o que mais influenciou positivamente o ISA-CST no trimestre findo em abril. A variação interanual do indicador trimestral deste item avançou de -9,7%, em março, para -8,8%, em abril. Das 701 empresas consultadas, 25,1% avaliaram que a situação atual como boa no trimestre findo em abril, contra 32,1% no mesmo período de 2012; ao passo que para 14,2%, a consideraram como ruim (contra 9,7%, em abril de 2012).

O quesito que avalia a demanda prevista para os próximos três meses foi o que exerceu maior influência na melhora do IE-CST. A variação interanual trimestral passou de -5,5% em março para -3,6%, em abril. A proporção de empresas prevendo aumento na demanda no trimestre findo em abril foi de 34,1%, ante 38,1% há um ano, enquanto a parcela das que esperam redução foi de 5,6%, contra 4,7% em abril de 2012.