Índice da Construção Civil tem deflação de 6,15% em Julho

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Em 12 meses, o Sinapi subiu 5,67%, segundo o IBGE
Em 12 meses, o Sinapi subiu 5,67%, segundo o IBGE

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE, teve variação  negativae de 6,15% em julho, ficando 13,95 pontos percentuais abaixo da taxa de junho (7,80%). O resultado de julho é reflexo da desoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil, consequência da lei 12.844, sancionada em 19 de julho de 2013, que estabelece, entre outras disposições, a retirada do cálculo dos encargos sociais dos 20% relativos à contribuição previdenciária incidente na folha de pagamento.

Desta forma, considerando o período de janeiro a julho, a variação acumulada está em -2,30%, enquanto em igual período de 2012 havia ficado em 3,56%. O resultado dos últimos 12 meses passou para -0,30%, ficando 6,84 pontos percentuais abaixo dos 6,54% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2012 o índice havia sido de 0,29%.

O custo nacional da construção por metro quadrado, que em junho havia sido de R$ 890,76, em julho caiu para R$ 835,95, sendo R$ 461,43 relativos aos materiais e R$ 374,52 à mão de obra.

A parcela dos materiais subiu 0,12% em julho. Já a mão de obra teve variação de -14,68%, caindo 12,69 pontos percentuais em relação a junho (1,80%). De janeiro a julho os acumulados são 1,68% (materiais) e -6,80% (mão de obra), enquanto em 12 meses ficaram em 3,09%(materiais) e -4,18% (mão de obra).

Região Sudeste tem maior queda
A região Sudeste, com variação de –6,81%, apresentou a maior queda, com a desoneração da folha de pagamento, em julho. Os demais resultados foram: -5,98% (Norte), -5,84%(Nordeste), -6,32% (Sul) e -4,23%(Centro-Oeste).
Os custos regionais, por metro quadrado, foram R$ 833,78 (Norte); R$ 780,36 (Nordeste), R$ 875,25 (Sudeste); R$ 849,48 (Sul) e R$ 847,13 (Centro-Oeste).

A Região Centro-oeste ficou com a maior variação nos últimos doze meses: 1,67%. Devido à pressão exercida pelo reajuste salarial decorrente de acordo coletivo, Goiás registrou a menor queda entre os estados, com taxa mensal de -1,07%.

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