INCC: custo da construção sobe 0,30% em novembro

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O custo da mão de obra em novembro subiu 0,22%, segundo a FGV
O custo da mão de obra em novembro subiu 0,22%, segundo a FGV

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas,  registrou alta de 0,30% em novembro, acima do resultado do mês anterior, de 0,20%. No ano, o índice acumula variação de 6,46% e, nos últimos 12 meses, a taxa registrada é de 6,70%. O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou alta de 0,40%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,43%. O índice referente à Mão de Obra aumentou 0,22%. No mês anterior não havia registrado variação.

Índice Nacional de Custo da Construção -INCC - de novembro sobe 0,22%
O custo da mão de obra em novembro subiu 0,22%, segundo a FGV

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos subiu 0,27%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,53%. Os quatro subgrupos componentes apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para estrutura, cuja taxa passou de 0,31% para 0,13%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,05%, em outubro, para 0,89%, em novembro. Neste grupo, vale destacar a aceleração do subgrupo projetos, cuja variação passou de 0,01% para 1,46%.

Mão de obra – O grupo Mão de Obra registrou variação de 0,22%, em novembro. No mês anterior, não registrou variação. A aceleração foi consequência do reajuste salarial ocorrido em Recife.

Quatro capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Salvador, Brasília, Recife e Porto Alegre. Em contrapartida, Rio de Janeiro e São Paulo registraram desaceleração. Belo Horizonte manteve a mesma taxa de variação do período anterior.

Confiança – Após alcançar o menor nível da série histórica em outubro, o Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), avançou 1,0% em novembro, ao passar de 96,9 para 97,9 pontos, o segundo menor da série. A alta de novembro foi insuficiente para alterar a tendência do ICST quando observado em médias móveis trimestrais.

“A melhora da confiança em novembro não permite ainda vislumbrar mudanças significativas no cenário do setor. O indicador de expectativas com a demanda para os próximos três meses atingiu o patamar mais baixo da série. A previsão de contratação continuou a evoluir negativamente, o que significa que as demissões podem ser mais fortes nesse final de ano”, comentou Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.