Inadimplência em condomínios de SP diminui 6,77% em maio

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Em maio foram ajuizadas 689 ações por inadimplência em condomínios de São Paulo, segundo pesquisa do Secovi-SP
Em maio foram ajuizadas 689 ações por inadimplência em condomínios de São Paulo, segundo pesquisa do Secovi-SP

No mês, foram ajuizados 689 casos por inadimplência em condomínios, contra 739 registrados em abril, uma redução de 6,77%

A inadimplência em condomínios de São Paulo diminuiu 6,77% em maio em relação a abril, segundo levantamento do Departamento de Economia e Estatística do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), realizado no Tribunal de Justiça do Estado. No mês, foram ajuizadas 689 ações, contra 739 casos registrados no mês anterior. Comparado ao mesmo mês do ano passado, quando foram ajuizados 826 casos, houve queda de 16,59%.

Em maio foram ajuizadas 689 ações por inadimplência em condomínios de São Paulo, segundo pesquisa do Secovi-SP

O declínio também é observado na soma das ações ajuizadas nos cinco primeiros meses. De janeiro a maio, deram entrada na Justiça 3.356 ações, 19,13% inferior em relação às 4.150 ações registradas em igual período do ano passado. O volume acumulado nos últimos 12 meses – abril de 2013 a maio de 2014 – também diminuiu, de 9.681 para 8.887 casos registrados de abril de 2012 a maio de 2013.

O vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Sindicato, Hubert Gebara, credita a redução aos acordos extrajudiciais, já que as pessoas estão buscando regularizar suas pendências financeiras. “Sem dúvida, a maior facilidade oferecida ao inadimplente para renegociar dívidas contribuiu para a retração. O acordo é vantajoso para as duas partes – condomínio e condômino -, pois uma ação de cobrança dessa natureza pode levar vários anos para ser resolvida”, afirma Gebara.

A recomendação do Secovi-SP é que síndicos e administradoras continuem reforçando as negociações de cobrança por inadimplência em condomínios, buscando conscientizar os condôminos sobre a importância do pagamento da taxa condominial para a manutenção da saúde financeira do prédio. “Infelizmente, alguns moradores preferem pagar outras contas, ao invés do condomínio”, destaca o vice-presidente do Sindicato.

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