Inadimplência em condomínios de SP cresce 36,5%

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Em outubro foram ajuizadas 808 ações de condomínios na capital paulista
Em outubro foram ajuizadas 808 ações de condomínios na capital paulista
A inadimplência em condomínios de São Paulo teve  524 processos ajuizados em agosto e superou em 36,5% o total de 384 ações registrado em julho deste ano. Apesar do aumento em agosto, no acumulado de 2016 houve queda 62,5%

A inadimplência em condomínios por falta de pagamento da taxa mensal cresceu 36,5% de julho para agosto na capital paulista, segundo levantamento realizado pelo Departamento de Economia e Estatística do Sindicato da Habitação (Secovi-SP) no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.  O levantamento mostra que o número de ações judiciais por falta de pagamento da taxa condominial teve 524 processos ajuizados em agosto de 2016, contra os 384 de julho deste ano. O levantamento é feito mensalmente pelo Secovi-SP.

Por outro lado, houve queda de 48,5% na comparação com o número de ações registradas em agosto do ano passado, quando 1.017casos foram ajuizados.

Acumulado  

De janeiro a agosto deste ano, o levantamento apurou 2.764 ações protocoladas, o que representa uma diminuição de 62,5% na comparação com igual período do ano anterior (7.361 ações). Nos últimos 12 meses, de setembro de 2015 a agosto de 2016, também houve queda. Foram protocoladas 5.496 ações, 49,4% a menos que as 10.868 ações ajuizadas de setembro de 2014 a agosto de 2015.

Hubert Gebara, vice-presidente de administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP, atribui a queda no acumulado do ano ao novo Código de Processo Civil (CPC), que entrou em vigor em março. “Com a dívida condominial elevada a título executivo extrajudicial, o condomínio pode protestar o título e promover uma ação de execução. As ações, que antes demoravam anos, agora são resolvidas mais rapidamente. Isso acaba inibindo a inadimplência”, explicou, acrescentando que é importante que o síndico busque um acordo amigável com o devedor, antes de entrar na Justiça. A ação judicial sempre pode demorar mais a ser resolvida.