Inadimplência em condomínios cai em São Paulo

0
306
Queda da inadimplência em condomínios de São Paulo chegou a 6,8% em novembro
Queda da inadimplência em condomínios de São Paulo chegou a 6,8% em novembro
É o que mostra o levantamento do Secovi-SP, realizado em novembro. Foram 550 processos. A inadimplência em condomínios 6,8% menor que o volume apurado em outubro

A inadimplência em condomínios de São Paulo caiu 6,8% em novembro. É o que aponta o Levantamento do Departamento de Economia e Estatística do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), realizado no Tribunal de Justiça do Estado São Paulo sobre o volume de ações judiciais por falta de pagamento da taxa condominial.

Em novembro, foram protocoladas na cidade de São Paulo 550 ações, contra os 590 processos que deram entrada em outubro deste ano. Comparada com o mesmo mês do ano anterior (com 464 registros), a redução foi de 18,5%.

O acumulado de janeiro a novembro deste ano totaliza 4.547 ações, 52,1% a menos que as 9.491 ações ajuizadas no mesmo período de 2015.

Conforme explica Hubert Gebara, vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Sindicato, dentre os fatores que contribuíram para reduzir as pendências neste ano estão os acordos extrajudiciais que, segundo ele, surtem efeito na maioria das vezes.

“Os inadimplentes preferem negociar, pagando parcelado, a ter seu nome inscrito nos serviços de proteção ao crédito, além da possibilidade da propositura de uma ação de cobrança judicial”, afirma o vice-presidente.

“Os síndicos e as administradoras precisam continuar reforçando a cobrança”, aconselha Gebara, que propõe a adoção de medidas de conscientização quando à importância deste pagamento para o equilíbrio das contas do condomínio, principalmente em tempos de crise.

Lançamentos de imóveis

O lançamento de novos imóveis cresceu bastante na capital paulista. De acordo com análise do economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, comparando o volume lançado no primeiro semestre do ano (5.731 unidades) com o segundo – contando somente o período de julho a novembro (9.872 imóveis) –, o crescimento foi de 72%. “Esta ocorrência está totalmente ligada à melhora dos índices de confiança do período, mesmo em meio à crise político-institucional que permanece no País”, ressalta.