Inadimplência de aluguel em SP sobe em junho

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Em relação a junho de 2015, a alta na inadimplência de aluguel em São Paulo foi de 10,9%
Em relação a junho de 2015, a alta na inadimplência de aluguel em São Paulo foi de 10,9%
Em relação a maio, o crescimento da inadimplência de aluguel na capital paulista foi de 2%. Na comparação com junho do ano passado, expansão atingiu 10,9%, segundo levantamento do Secovi-SP junto ao TJSP

A inadimplência de aluguel em São Paulo cresceu 2%. Em junho, foram protocoladas 1.803 ações locatícias na cidade de São Paulo, de acordo com dados obtidos pelo Secovi-SP Sindicato da Habitação (Secovi-SP) no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Esse número representa um aumento de 2% sobre os 1.768 processos registrados no mês de maio. Em comparação com as 1.626 ações de junho de 2015, a alta foi de 10,9%. “A elevação pode ser um sinal de que a crise econômica já alcançou as locações, depois de abalar todos os demais setores da economia”, comenta Jaques Bushatsky, diretor de Legislação do Inquilinato do Secovi-SP. “Mas a velocidade dos processos continua adequada. Me parece que todos estão atentos ao fato de que os locadores dependem dos aluguéis para pagarem suas próprias contas.”

Em junho, as ações por falta de pagamento de aluguel (1.586 processos) responderam por 88% do total de casos. As ordinárias/despejo ocuparam a segunda posição, com 117 ocorrências e fatia de 6%. As ações renovatórias e as consignatórias participaram, respectivamente, com 5% (87 processos) e 1% (13 processos) do total de ingressos na Justiça.

No primeiro semestre deste ano, foram contabilizadas 8.229 ações, uma redução de 15,4% em comparação com idêntico período do ano passado, quando tinham sido registradas 9.727 ocorrências.

O total acumulado no período de julho de 2015 a junho de 2016 foi de 16.125 ações, uma redução de 14% em relação ao total apurado entre julho de 2014 a junho de 2015 (18.752 ações).

Significado de cada ação:

Consignatória – movida quando há discordância de valores de aluguéis ou encargos, com opção do inquilino pelo depósito em juízo.

Falta de pagamento: motivada por inadimplência do inquilino.

Ordinária (Despejo): relativa à retomada de imóvel para uso próprio, de seu ascendente ou descendente, reforma ou denúncia vazia.

Renovatória: para renovação compulsória de contratos comerciais com prazo de cinco anos.