Inadimplência de aluguéis em SP cresce 3,87%

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A inadimplência de aluguéis em São Paulo gerou 8.333 processos na Justiça no primeiro semestre de 2015
A inadimplência de aluguéis em São Paulo gerou 8.333 processos na Justiça no primeiro semestre de 2015
Entre o primeiro semestre de 2014 e o mesmo período de 2015, a inadimplência de aluguéis em SP subiu de 8.022 para 8.333 processos 

A inadimplência de aluguéis da capital paulista teve alta de 3,87%, entre o primeiro semestre de 2014 e o mesmo periodo de 2015. Isso é o que aponta dados do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo obtidos pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP). Em junho foram protocoladas 1.626 ações locatícias na cidade de São Paulo, uma redução de 1,5% em relação ao mês de maio (1.651 ocorrências). Em comparação com junho de 2014, quando tinham sido contabilizadas 1.498 ações, a variação é de 8,5%.

A inadimplência de aluguéis em São Paulo gerou 8.333 processos na Justiça no primeiro semestre de 2015
A inadimplência de aluguéis em São Paulo gerou 8.333 processos na Justiça no primeiro semestre de 2015

As ações por falta de pagamento (inadimplência de aluguéis), com 1.424 processos, foram responsáveis por 87,5% dos casos. As ordinárias ficaram na segunda posição, com 118 ações e fatia de 7,3%. As ações renovatórias e as consignatórias participaram, respectivamente, com 4,9% (79 ocorrências) e 0,3% (5 processos).

No primeiro semestre do ano, foram registradas 9.727 ações, com variação negativa de 1,1% frente às 9.836 ocorrências do mesmo período do ano passado. “No período, a ação por falta de pagamento foi a única que registrou crescimento, passando de 8.022 para 8.333 processos entre o primeiro semestre de 2014 e o primeiro de 2015”, relata Jaques Bushatsky, diretor de Legislação do Inquilinato do Secovi-SP.

O total de ações acumuladas no período de julho de 2014 a junho de 2015 foi de 18.752 casos, com crescimento de 1,8% diante do acumulado de julho de 2013 a junho de 2014, com 18.424 ações.

Significado de cada ação:

Consignatória – movida quando há discordância de valores de aluguéis ou encargos, com opção do inquilino pelo depósito em juízo.

Falta de pagamento – motivada por inadimplência do inquilino.

Ordinária/Despejo – relativa à retomada de imóvel para uso próprio, de seu ascendente ou descendente, reforma ou denúncia vazia.

Renovatória – para renovação compulsória de contratos comerciais com prazo de cinco anos.