Imóvel ainda é opção segura de investimento

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Segundo o Índice FipeZap, o valor do metro quadrado de imóvel em 20 cidades, em 2014, subiu 6,7% enquanto a inflação pelo IPCA foi de 6,4%
Segundo o Índice FipeZap, o valor do metro quadrado de imóvel em 20 cidades, em 2014, subiu 6,7% enquanto a inflação pelo IPCA foi de 6,4%
A valorização não é como a de 2008 a 2011, mas investir em imóvel ainda traz segurança

Investir em imóvel ainda é uma boa opção. Com uma economia fraca e oscilante, 2015 é um ano para ser esquecido. A inflação bateu o teto, reduziu o crédito e levou ao crescimento da desconfiança em relação ao mercado. Em momentos assim, é natural que o consumidor procure segurança. Mas deixar de investir totalmente e guardar dinheiro significa estar seguro?

Com o dólar em alta e inflação se aproximando dos 10%, dinheiro guardado na poupança está rendendo menos que a inflação. Na prática, significa que deixar dinheiro parado no banco hoje gera prejuízo e, para evitar isso, os economistas recomendam colocar suas reservas nos famosos “investimentos de baixo risco”, opções que apresentem um retorno seguro.Segundo o Índice FipeZap, o valor do metro quadrado de imóvel em  20 cidades, em 2014,  subiu 6,7% enquanto a inflação pelo IPCA foi de 6,4%.  

Um dos poucos nichos que não enfrentou uma queda avassaladora, o setor imobiliário atravessou a tsunami da inflação se valorizando um pouco acima dos seus altos níveis, se apresentando como uma das poucas opções seguras. De acordo com Lucas Couto, diretor comercial e marketing da Patrimar, o cenário perdeu força, mas ainda garante bom retorno. “É claro que o cenário é diferente de alguns anos atrás, com o boom imobiliário entre 2008 e 2011, no qual o imóvel se valorizava acima de qualquer aplicação financeira. Mesmo assim, continua sendo um investimento seguro, pois em épocas de instabilidade como esta, continua num patamar sólido e se valorizando acima da inflação”, explica.

Mesmo para quem quer investir, há ainda outro problema também causado pela inflação: o limite no crédito, uma vez que os bancos reduziram drasticamente a oferta. Neste cenário, o setor imobiliário também apresenta alternativa, como mostra Lucas Couto. “Na compra do apartamento na planta a redução de crédito não foi significativa, porque na maioria dos casos este cliente irá assumir o financiamento dentro de dois ou três anos, e até lá acreditamos que a situação esteja bem diferente da atual”, explica.