Imóveis tem expectativa de queda menor nos preços

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O percentual médio de desconto nos preços de imóveis manteve-se no patamar de 8,9% ao longo das últimas duas pesquisas
O percentual médio de desconto nos preços de imóveis manteve-se no patamar de 8,9% ao longo das últimas duas pesquisas
Apesar de ainda indicar queda, variação esperada dos preços de imóveis para os próximos 12 meses passou de -5,0% para -3,5%

Os preços de imóveis devem ter queda menor nos próximos 12 meses. É o que apontam os resultados do Raio-X FipeZap do 1o trimestre de 2017. O levantamento  traz novos dados sobre a percepção e a expectativa para o mercado imobiliário.

Com relação às expectativas sobre a evolução do preço dos imóveis, a participação dos entrevistados que esperam queda nos preços nos próximos 12 recuou de 36% para 28% no último trimestre, ao passo que a proporção de respondentes que partilham de uma expectativa de aumento nos preços aumentou de 13% para 17%, para o mesmo horizonte temporal. Com isso, considerando-se o total dos respondentes, a variação média de preço esperada para os próximos 12 meses passou de queda de 5,0% para queda de 3,5%.

A participação dos investidores no total de compradores apresentou ligeiro recuo no período (de 39% do total, em dezembro de 2016, para 38%, em março de 2017), registrando novo piso para a série histórica. Em boa medida, esse comportamento se deve ao declínio do interesse do investimento para aluguel, cuja participação no total de respondentes da pesquisa declinou de 26% para 21% nos últimos 12 meses.

Descontos

A participação das transações com desconto no total de transações permaneceu praticamente estável no início do ano, em torno de 75%. De forma similar, o percentual médio de desconto manteve-se no patamar de 8,9% ao longo das últimas duas pesquisas.

Em termos de percepção de preço, o percentual de compradores em potencial (isto é, com pretensão de adquirir imóveis nos próximos 3 meses) que classificavam os preços atuais como “altos” ou “muito altos” recuou de 66% para 64% no último trimestre. Já entre os respondentes que adquiriram imóveis recentemente, essa proporção declinou de 49% para 47% do total de respondentes.

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