Imóveis em São Paulo: vendas melhoram em junho

0
526
Os imóveis em São Paulo de 2 quartos representaram 57,6% das vendas em junho
Os imóveis em São Paulo de 2 quartos representaram 57,6% das vendas em junho
Vendas de imóveis em São Paulo cresceram  20,4% em relação a maio

As vendas de novos imóveis em São Paulo cresceram 20,4% em junho, em relação a maio, de acordo com a Pesquisa do Mercado Imobiliário, do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). Em  junho foram comercializadas 2.588 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo – volume 20,4% superior ao mês de maio, quando foram vendidas 2.149 unidades.

Os imóveis em São Paulo de 2 quartos representaram 57,6% das vendas em junho
Os imóveis em São Paulo de 2 quartos representaram 57,6% das vendas em junho

Com 1.491 unidades vendidas, os imóveis em São Paulo de 2 quartos apresentaram 57,6% do total comercializado e registraram valores médios de aproximadamente R$356 mil, o que pode explicar, em parte, seu forte escoamento no mercado. O segmento de 3 quartos participou com 20,2% (524 unidades) das vendas, seguido pelos imóveis de 1 quarto, com 20,1% (521 unidades) e, por fim, os de 4 ou mais dormitórios com 2% (52 unidades) do total comercializado.

O indicador VSO (Vendas Sobre Oferta) de junho também apresentou o melhor desempenho do ano, com velocidade de vendas de 8,6%. A tipologia com a melhor resultado foi a de imóveis de 2 quartos (12,7% das unidades ofertadas foram comercializadas). O VSO de 12 meses passou de 39,7% (maio) para 42% (junho).

A cidade de São Paulo encerrou o mês de junho com 27.448 unidades disponíveis para vendas, uma pequena redução na oferta de imóveis que, se comparado com o mês anterior (28.118), variou -2,4%. Esta oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos, lançados nos últimos 36 meses (de julho/2012 a junho/2015).

“O mercado imobiliário vem se ajustando aos poucos. Abril e maio apresentaram vendas superiores ao mesmo período do ano passado. Além disso, as vendas acumuladas de janeiro a junho deste ano ficaram muito próximas da quantidade de unidades lançadas. Ou seja, no semestre foram comercializadas 9.658 unidades e lançadas 9.653 unidades. Isso confirma que o mercado está mais aderente ao consumidor do que em 2014”, avalia Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

Essa aderência deve-se, principalmente, ao lançamento de imóveis de 1 e 2 quartos com ticket médio mais baixo e que atendem maior parte da demanda.

A dificuldade de viabilização de novos projetos habitacionais na cidade de São Paulo por conta do novo Plano Diretor Estratégico preocupa o setor. “Além da perda de atratividade dos recursos da caderneta de poupança, seu esvaziamento e a crise institucional que o País atravessa”, ressalta Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP. Junte-se a esses fatores, o Projeto de Lei em tramitação no Congresso Nacional, que pretende mudar o índice de remuneração das contas vinculadas ao FGTS. “Se aprovada, irá inviabilizar o Programa Minha Casa, Minha Vida”, completa Petrucci.

O Secovi-SP tem registrado que os projetos habitacionais aprovados pela prefeitura de acordo com as regras do antigo Plano Diretor estão esgotando e que os novos projetos, seguramente, terão custo maior de produção, devido às restrições urbanísticas impostas pela nova legislação.

“Medidas governamentais que podem reduzir a potencialidade produtiva do setor afetam, também, o crescimento da economia da cidade. Agora, o momento é para pensar em soluções, pois a construção civil é um dos setores que mais desempregou este ano, e se nenhuma medida for tomada, a situação poderá piorar”, conclui Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP.