Imóveis em São Paulo: vendas caem 17,2%

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De janeiro a novembro de 2015, foram comercializados 17.283 novos imóveis em São Paulo, resultado 5,7% inferior ao mesmo período de 2014
De janeiro a novembro de 2015, foram comercializados 17.283 novos imóveis em São Paulo, resultado 5,7% inferior ao mesmo período de 2014
Mesmo tendo sido melhor em relação a outubro do mesmo ano, a comercialização de novos imóveis em São Paulo não superou o volume registrado em novembro de 2014
As vendas de imóveis em São Paulo caíram 17,2% em novembro de 2015, comparadas ao mesmo mês de 2014, segundo a Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada mensalmente pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP). Em novembro de 2015, foram vendidas de 2.473 unidades residenciais novas na capital paulista, contra  2.987 residências vendidas em novembro de 2014. Em relação a outubro, houve  – uma variação positiva de 122,4%. Até o momento, novembro foi o segundo melhor mês de 2015 em vendas, ficando atrás de junho, com suas 2.588 unidades novas vendidas.

De janeiro a novembro de 2015, foram comercializados 17.283 novos imóveis em São Paulo, resultado 5,7% inferior ao mesmo período de 2014, quando o mesmo período totalizou 18.324 unidades vendidas. Esse foi o pior acumulado registrado desde 2004, quando mudou a metodologia da pesquisa. “A conjunção de fatores econômicos e institucionais vem influenciando negativamente o mercado imobiliário desde 2014. Essa situação somente será amenizada se houver clara intenção do governo de recolocar a economia nos eixos, possibilitando a volta da confiança e dos investimentos”, avalia Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP.

Os imóveis de 2 quartos continuaram liderando as vendas, com representação de 45,5% (1.125 unidades) do total comercializado em novembro de 2015, seguidos pelos imóveis de 1 quarto, com 33,6% (830 unidades), de 3 dormitórios, com 18,2% (450 unidades), e de 4 ou mais quartos, com 2,7% (68 unidades).

As unidades de 1 quarto destacaram-se em novembro, porque atingiram a maior quantidade de vendas dessa tipologia em 2015 (830). O VGV (Valor Global de Vendas) foi de R$ 1,3 bilhão, volume 107,2% superior ao de outubro de 2015, mês em que foram comercializados R$ 619,2 milhões; e 23,1% inferior a novembro de 2014 (R$ 1,7 bilhão) – ambos os valores atualizados pelo INCC-DI de novembro de 2015.

O indicador VSO (Vendas sobre Oferta), que apura a porcentagem de vendas em relação ao total de unidades ofertadas, foi de 8,3% em novembro, superior ao do mês anterior (4,0%). O melhor desempenho de vendas permaneceu com os imóveis de 2 dormitórios, cujo VSO foi de 10,1%, seguidos pelos de 1 dormitório (8,7%), de 3 dormitórios (6,4%) e de 4 ou mais dormitórios (3,4%).

De acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), novembro foi o mês com mais lançamentos em 2015. Foram lançadas 3.446 unidades residenciais na cidade de São Paulo, volume 94,8% superior ao mês de outubro (1.769 unidades). Em relação ao mesmo mês de 2014, houve queda de 47,5%. Já o acumulado de janeiro a novembro de 2015 totalizou 18.510 unidades lançadas, volume 35% inferior ao mesmo período do ano anterior.

Oferta – A cidade de São Paulo encerrou o mês de novembro de 2015 com 27.199 unidades disponíveis para venda. Esse volume está próximo da média anual de oferta, que é de aproximadamente 27 mil unidades.

Imóveis de 2 quartos têm a maior oferta, com 9.976 unidades. Os de 1 dormitório contam com 8.740 unidades ofertadas, já os de 3 dormitórios com 6.547 unidades e os 4 ou mais dormitórios com 1.936 unidades.

“A quantidade de unidades lançadas se aproximou da quantidade de vendas, trazendo equilíbrio para o volume de oferta”, explica Emílio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP.

A oferta disponível é composta por imóveis na planta, em construção e prontos lançados nos últimos 36 meses (de dezembro/2012 a novembro/2015).

“O mês de novembro costuma apresentar bons resultados em relação aos meses anteriores, e em 2015 esse comportamento se repetiu, porque novembro foi o mês com a maior quantidade de lançamentos até o momento. As vendas só não superaram as do mês de junho”, analisa Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

Uma das explicações para as empresas aumentarem o número de lançamentos no final do ano é o interesse no pagamento do décimo terceiro, que amplia o poder de compra dos trabalhadores. “Além de as empresas de capital aberto, que têm de cumprir suas metas anuais”, completa Petrucci.