Imóveis em São Paulo: vendas aumentam 28,9% em janeiro

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Em janeiro foram vendidos 950 imóveis em São Paulo, do tipo residencial
Em janeiro foram vendidos 950 imóveis em São Paulo, do tipo residencial
A comercialização de imóveis em São Paulo aumentou 28,9% em comparação a janeiro de 2015. Em valores, porém, pesquisa do Secovi-SP apontou queda no mês

As vendas de imóveis em São Paulo aumentaram 28,9% em janeiro, se comparadas ao mesmo periodo de 2015, de acordo com a Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada mensalmente pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP. Foram vendidas  950 unidades residenciais novas em janeiro. Porém, comparado com o total vendido em dezembro do ano passado (2.865 unidades), houve queda de 66,8%.

Apesar do melhor desempenho das vendas de imóveis em São Paulo, em termos monetários (Valor Global de Venda – VGV), houve redução de 5,4%, de R$ 411,6 milhões para R$ 389,5 milhões. “A queda do VGV está relacionada às dificuldades ocasionadas pela crise político-econômica, que atrapalha o ambiente de negócios e faz com que as empresas, para fazer caixa, ofereçam imóveis com condições mais atrativas e até com desconto no preço”, explica Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação. 

COMERCIALIZAÇÃO DE IMÓVEIS RESIDENCIAIS – CIDADE DE SÃO PAULO

Mil unidades

Vendas de imóveis em São Paulo. Fonte: Secovi-SP
Vendas de imóveis em São Paulo. Fonte: Secovi-SP

Lançamentos – De acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), foram lançadas 956 unidades residenciais na cidade de São Paulo no mês de janeiro, volume 67,4% inferior a dezembro (2.935 unidades) e 75,1% superior ao mesmo mês de 2015.

No ano passado, o mercado imobiliário passou por um ajuste de mercado previsto pelo Secovi-SP, com redução de 37% dos lançamentos, o que significou 12,5 mil unidades a menos do que em 2014. Esta fase de ajustes poderá prolongar-se, criando incógnitas em relação ao comportamento do mercado em 2016. “É certo que a recuperação do setor vai depender muito dos rumos do País e da melhoria conjuntural, com aumento da confiança do consumidor e redução do estoque. Caso contrário, o mercado vai continuar a apresentar resultados aquém do esperado”, afirma o presidente do Secovi-SP, Flavio Amary.