Imóveis em São Paulo tem vendas estáveis

0
340
Em maio, foram vendidos 2.149 imóveis em São Paulo, segundo o Secovi-SP
Em maio, foram vendidos 2.149 imóveis em São Paulo, segundo o Secovi-SP
Vendas de imóveis em São Paulo tem ligeira queda de 1,6% em maio

As vendas de imóveis em São Paulo em maio teve relativa estabilidade, com pequena queda de 1,6% em relação a abril, segundo pesquisa do Departamento de Economia e Estatística do Sindicasto da Habitação (Secovi-SP). Foram vendidas 2.149 unidades residenciais na cidade de São Paulo em maio contra 2.185 unidades vendidas em abril. Em relação a maio de 2014, houve  aumento de 3,3% nas vendas, quando foram comercializadas 2.080 unidades.

Em maio, foram vendidos 2.149 imóveis em São Paulo, segundo o Secovi-SP
Em maio, foram vendidos 2.149 imóveis em São Paulo, segundo o Secovi-SP

Em maio, o maior volume de vendas foi de imóveis com 2 quartos, com 1.432 unidades vendidas (67% do total comercializado no mês). A grande aderência deste tipo de imóvel à demanda deve-se, principalmente, ao valor médio das unidades de R$ 294 mil. O segmento de 1 quarto teve participação de 16% (349 unidades) nas vendas, seguido pelos imóveis de 3 dormitórios com 14% (310 unidades) e, por fim, os de 4 ou mais quartos, com 3% (58 unidades) do total comercializado.

A cidade de São Paulo encerrou o mês de maio com uma oferta de 28.118 unidades disponíveis para venda. Esta oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos, lançados nos últimos 36 meses (de junho/2012 a maio/2015).

Lançamentos – Segundo dados apurados pela Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), em maio foram lançados 2.403 imóveis residenciais na capital paulista, o que representa uma queda de 20,5% em relação ao mês de abril, quando foram lançadas 3.023 unidades, e de 6,9% em relação a maio de 2014 (2.582 unidades).

Os imóveis em São Paulo com 2 quartos responderam por 69% do total lançado no mês, com 1.654 unidades, seguido pelos imóveis de 1 quartos, com 495 unidades lançadas (20,6%); de 3 dormitórios, com 220 unidades (9,2%); e de 4 ou mais dormitórios, com apenas 34 unidades lançadas (1,4%).

O mercado imobiliário permaneceu praticamente estável no mês de maio, confirmando que a demanda se mantém mesmo em épocas de ajustes da economia. Porém, a grande dificuldade é ajustar os produtos ao mercado consumidor. “A perda de atratividade dos recursos da caderneta de poupança e seu consequente esvaziamento, aliada à proposta em tramitação no Congresso Nacional de mudança de remuneração das contas vinculadas ao FGTS e à demora do governo em anunciar a fase 3 do Minha Casa Minha Vida, têm prejudicado o lançamento e a produção de novos empreendimentos. Esses problemas podem ser potencializados com o aumento do desemprego na construção civil”, analisa Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

“Ainda não percebemos a retomada da confiança no País pelos investidores, mesmo após a aprovação da política de ajustes fiscais. Isso desanima os incorporadores a fazer novos lançamentos e os consumidores ainda estão inseguros com os rumos da economia. Mesmo assim, o mercado imobiliário de São Paulo se comportou razoavelmente bem nos últimos três meses”, diz o presidente do Sindicato, Claudio Bernardes.