Imóveis em São Paulo tem retomada nas vendas

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O resultado de vendas representa crescimento de 50,6% de imóveis em São Paulo em comparação ao total vendido em julho. Foto: Pixabay.com
O resultado de vendas representa crescimento de 50,6% de imóveis em São Paulo em comparação ao total vendido em julho. Foto: Pixabay.com
Pesquisa Secovi-SP confirma retomada de vendas e lançamentos de imóveis em São Paulo em agosto

Mercado de imóveis em São Paulo está reaquecendo. A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), apurou em agosto a comercialização de 1.865 unidades residenciais novas, a maior quantidade para o mês desde 2013. O indicador VSO (Vendas Sobre Oferta) de 8,7% foi o segundo melhor deste ano, impulsionado pelo bom desempenho das vendas de imóveis de 1 quarto.

 “O sucesso de vendas dessa tipologia está atrelado ao preço, à localização e à tendência dos arranjos unifamiliares. São imóveis com preços na faixa de até R$ 500 mil, com até 45 m² de área útil, que ficam próximos a estações de metrô”, explica Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP. Imóveis de 4 quartos também se destacaram, com a comercialização total de R$ 224,1 milhões, 113 unidades lançadas e 98 vendidas no mês.

O resultado de vendas representa crescimento de 50,6% de imóveis em São Paulo em comparação ao total vendido em julho (1.238 unidades) e de 73% quando confrontado com as 1.078 unidades comercializadas no mesmo mês de 2016. No acumulado dos oito meses, foram vendidas 10.991 unidades, um aumento de 20,8% em comparação ao mesmo período do ano passado (9.100 unidades).

Bons números

A cidade de São Paulo registrou o lançamento de 1.579 unidades residenciais novas, volume 45,0% superior a julho (1.089 unidades) e 34,2% acima do resultado de agosto de 2016 (1.177 unidades), conforme apurado pela Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio). De janeiro a agosto, foram lançadas 9.215 unidades residenciais na capital paulista, 11,7% superior a igual período de 2016 (8.251 unidades).

 No mês de agosto, os imóveis de 1 quarto se destacaram com 863 unidades vendidas e, coincidentemente, o mesmo número de lançamentos. As unidades com menos de 45 m² de área útil apresentaram os melhores resultados do mês, com 1.135 lançamentos e 1.154 vendas, assim como os imóveis com preços até R$ 240.000,00, que lideraram os indicadores do mês com 584 unidades lançadas e 680 unidades comercializadas.

Recuperação

Em agosto, o mercado imobiliário ofereceu maior diversificação de produtos com tipologias diferentes da de 2 quartos, em diversas regiões e tíquetes variados. “Esses empreendimentos mostraram aderência à demanda, e o bom desempenho das vendas pode ser explicado por um conjunto de aspectos favoráveis nos últimos meses. Dentre outros, a trajetória de queda da Selic, por exemplo, é excelente estímulo para que as pessoas diversifiquem seus investimentos, encontrando no imóvel uma opção atrativa”, afirma Flávio Prando, vice-presidente de Intermediação Imobiliária e Marketing da entidade.

À medida que os principais indicadores da economia melhoram, aumenta a confiança do cliente para decidir pela compra do imóvel e dos empresários para colocarem produtos no mercado.  “O setor imobiliário está superando uma das piores crises da sua história, que causou redução da atividade imobiliária e econômica”, diz Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos, acrescentando que cidade de São Paulo, uma das maiores metrópoles mundiais, precisa preparar-se para a retomada do crescimento. “No entanto, a indústria imobiliária se vê impedida de lançar novos empreendimentos em virtude da legislação urbanística altamente restritiva e os excessos nas contrapartidas para aquisição de potencial construtivo, compensação ambiental e melhorias viárias”, alerta.

Cenário favorável

O presidente do Secovi-SP, Flavio Amary, lembra que poucas vezes o País atravessou um cenário econômico tão favorável como o atual, com inflação acumulada nos últimos 12 meses de 2,5% e taxa de juros de um dígito (8,25%). “O melhor é que há perspectiva de consolidação desse ambiente positivo para o próximo ano.”

Segundo ele, para que o mercado imobiliário possa crescer, é necessário que governo e congresso continuem comprometidos com as reformas, sobretudo a da Previdência, e com a redução dos gastos públicos. Porém, os recursos para financiamento imobiliário e a solução de alocação de capital para a Caixa preocupam o setor. “Imóveis são bens de alto valor agregado e dependem de financiamento, tanto para a construção quanto para a aquisição”, conclui.