Financiamento imobiliário longo facilita a compra de imóveis

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Residencial Algarve, em Belo Horizonte, construído com recursos do Programa Minha Casa, Minha Vida

Nathália Gorito

Comprar a casa própria é um sonho que para muitos parece longe de ser alcançado. O receio de adquirir um financiamento imobiliário junto a bancos e financeiras pode, muitas vezes, ser o empecilho para tal realização. No entanto, essa modalidade vem crescendo cada vez mais, mostrando que sonho pode ser realizado cada vez mais cedo.

Atualmente, os bancos que mais atendem ao público de financiamento de imóveis são a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. As linhas são as mais diversas. Existe o financiamento com recursos do FGTS. Ele é destinado à aquisição, construção ou reforma da moradia em área urbana. Para conseguir este financiamento, o proponente, pessoa física, deve ter renda familiar bruta de no máximo R$ 5.400,00. Para essa linha de financiamento, no caso da aquisição, o imóvel deve ser novo, ter habite-se expedido a partir de 26 março de 2009 e ainda não estar habitado ou alienado. Este tipo de financiamento deve ser contratado no Programa Minha Casa, Minha Vida. O valor do imóvel não pode exceder R$ 170 mil.

Outra linha de crédito oferecido pelo banco é a Carta de crédito SBPE. Esta modalidade é baseada na Linha de Crédito Imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo – SBPE, no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação. Esse financiamento para pessoa física independe da faixa de renda, mas deve obedecer todos os pré-requisitos como pesquisa cadastral, análise da capacidade de pagamento e avaliação de risco da operação. Após a avaliação, o cliente recebe a Carta de Crédito, válida por 30 dias. Pela Carta de Crédito SBPE, o valor máximo do imóvel financiado chega a R$ 500 mil. É importante ressaltar que, na hora de adquirir o financiamento, o cliente observe as taxas de juros, que podem variar de 5% a 13,5% ao ano.

Agnônima Sena, administradora de empresas, financiou um apartamento no bairro Caiçara de R$ 120 mil em 360 meses (30 anos). Ela não se arrepende de ter feito o financiamento, pois afirma que pagar a taxa do financiamento é melhor que pagar aluguel. “A vantagem do financiamento é a oportunidade da aquisição do imóvel próprio. Estou muito satisfeita!”, afirma a administradora.

O coordenador de Sustentação ao Negócio da Caixa Econômica Federal em Minas Gerais, João Batista Melo, afirma o interessado deve ficar alerta para não atrasar o pagamento das prestações. “Durante a vigência do contrato existe a possibilidade de colocação das prestações atrasadas em dia, mantida a taxa de juros vigente. Porém este recurso não pode ser usado indefinidamente. Não existe o refinanciamento de dívida”, diz João Batista.

Nos bancos particulares, as taxas de juros variam de acordo com o perfil de cada cliente. Neste caso também o imóvel pode ser novo ou usado, mas é necessário que tenha o Habite-se. O prazo de pagamento também é de 30 anos.

Segundo a Regional de Crédito Imobiliário do Banco Itaú em Minas Gerais, as taxas de juros podem ir de 9,8% a 11% ao ano. O empréstimo é feito a partir de R$ 50 mil e no máximo de 80% do valor do imóvel financiado. São analisados o patrimônio e a capacidade de pagamento do comprador, entre outros itens.

No Santander, os juros variam de 10 a 11% ao ano, de acordo com Diretoria de Crédito Imobiliário do banco. O valor é a partir de R$ 40 mil até o máximo de 80% do preço do imóvel. No Bradesco, a taxa é de 10,5% ao ano. Não há valor mínimo de financiamento.  Além das taxas de juros, as prestações são acrescidas da TR (Taxa Referencial de Juros). Em outubro deste ano, a TR mensal é de 0,0620%. O valor financiado pode ser amortizado (abatido) a cada três anos com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).