Financiamento imobiliário cresce 10,9% em julho

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Nos últimos 12 meses, o financiamento imobiliário viabilizou a aquisição e a construção de 180,87 mil até julho
Nos últimos 12 meses, o financiamento imobiliário viabilizou a aquisição e a construção de 180,87 mil até julho
Em valores, o financiamento imobiliário em julho atingiu R$ 4,24 bilhões 

O financiamento  imobiliário ganhou força em julho e atingiu R$ 4,24 bilhões, o maior valor do ano com recursos das cadernetas de poupança do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). O levantamento foi feito pela  Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). A alta foi de 11,7% em relação a junho e de 10,9% em compração a julho do ano passado.

No acumulado do ano, foram financiados R$ 24,79 bilhões, montante 6,2% menor que o apurado em igual período de 2016. Nos 12 meses compreendidos entre agosto de 2016 e julho de 2017, foram aplicados R$ 44,98 bilhões na aquisição e construção de imóveis com recursos das cadernetas de poupança do SBPE, retração de 12,2% em relação ao apurado nos 12 meses precedentes.

Em julho, 16,5 mil imóveis foram financiados nas modalidades de aquisição e construção. A exemplo do ocorrido com o valor, o número de imóveis financiados também atingiu o maior patamar do ano, com crescimento de 7,2% em relação a junho. Em termos anuais, ou seja, em comparação a julho de 2016, observou-se uma queda  de -4,8%.

Unidades construídas e compradas

Nos primeiros sete meses de 2017, foram financiadas aquisições e construções de 99,02 mil imóveis, queda de 16% em relação ao mesmo período de 2016, quando 117,84 mil unidades foram objeto de crédito bancário.

Nos últimos 12 meses, o financiamento imobiliário viabilizou a aquisição e a construção de 180,87 mil até julho, queda de 21,8% em relação aos 12 meses precedentes.

Em julho, houve captação líquida positiva nas contas de poupança, mantendo-se a tendência dos últimos meses, com volume líquido de entradas de R$ 1,1 bilhão. No mesmo mês do ano passado, o resultado foi bem diferente, com saídas líquidas de R$ 910 milhões.

A captação líquida positiva nos meses de maio, junho e julho elevou o saldo das cadernetas ao maior patamar da série histórica – estoque de R$ 529,2 bilhões e crescimento de 6,8% em relação a julho do ano passado.