Financiamento de imóvel usado também exige critérios para o crédito

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Adquirir um imóvel usado pode ser vantajoso, se o espaço tiver boa aparência e tiver um histórico de bons cuidados

Ana Clara Otoni
Comprar um imóvel usado no Brasil ficou bem mais fácil. O governo federal ampliou as linhas de financiamento de imóvel através dos bancos estatais e privados. Mas ter o sinal verde e a carta de crédito para fechar negócio e receber as chaves do imóvel exige que o perfil do comprador atenda alguns critérios. O valor do imóvel usado a ser financiado com o benefício do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deve custar até R$ 150 mil, se estiver localizado em Belo Horizonte e, no máximo, R$ 130 mil se o imóvel estiver na Região Metropolitana da capital. Além disso, o comprador deve ter, no mínimo, três anos de contribuição ao INSS e não pode ganhar mais de R$ 5.100. Sem contar que este deve ser o primeiro imóvel adquirido pela pessoa.

“Mesmo quem não tem os três anos de contribuição ininterruptos ou não, pode fazer o financiamento. A diferença é que o trabalhador com três anos tem um desconto de 0.5% nos juros e paga apenas 4.5% ao ano”, explica o coordenador regional de habitação da Caixa Econômica Federal, Marivaldo Araújo Ribeiro.

Segundo Ribeiro, para que o valor da carta de crédito seja aumentado é possível que o casal use a renda dos dois para financiar o imóvel. “Não é preciso nem ser casado, basta apresentar uma certidão de união estável para conseguir esse benefício. Se for interesse do casal usar o FGTS de um dos dois é importante nenhum deles tenha outro imóvel”, explica Ribeiro.

A principal diferença para quem opta por comprar um imóvel usado por meio do financiamento é a falta de subsídio do governo federal. Por exemplo, no programa Minha Casa, Minha Vida, uma família pode financiar a casa própria tendo taxa de juros diferenciada, subsídio para complementação do financiamento, além da redução ou isenção do pagamento do seguro do contrato habitacional. Esses benefícios são válidos apenas para imóveis novos ou para a construção.

Quem não se encaixa no perfil ou não quer usar o FGTS para comprar uma casa ou apartamento, a opção é a Carta de Crédito do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) – que permite a compra de imóveis no valor máximo de R$ 500 mil. Ele é ideal para quem ganha mais de R$ 5.100, embora não preveja isenção ou redução nas taxas do seguro habitacional ou qualquer tipo de subsídio. Esse foi o plano escolhido pelo gestor de Tecnologia da Informação, Diego Santos, 31, e sua mulher, a enfermeira Najara Garcia Carvalho, 24. Eles financiaram em 300 meses um apartamento no bairro Ipiranga, na região Nordeste de Belo Horizonte, que tinha cinco anos e estava avaliado em R$ 230 mil. “Não tivemos nenhum benefício já que o valor do apartamento ultrapassava o limite do Minha Casa, Minha Vida. Ainda assim, foi mais vantajoso comprar o imóvel usado, já que tenho amigos que estão com vários problemas em decorrência de atrasos para entrega dos imóveis com construtoras”, afirma Diego. Eles pagam 8,6% ao ano e usam 25% da renda do casal, somada em R$ 8 mil, para pagar as prestações do apartamento. Antes de fazer compra, porém, Santos alerta para os cálculos. “É preciso colocar tudo na ponta do lápis e comparar com outras imóveis, já que em alguns será preciso fazer reformas”, lembra. No apartamento do casal foi preciso apenas renovar a pintura.
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    estes são alguns vídeos que fez sobre invasão de terras no ms pelo poder judiciario
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