Financiamento de imóveis cai 8% até abril

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Nos últimos 12 meses, até abril, o financiamento de imóveis chegou a 524,9 mil unidades
Nos últimos 12 meses, até abril, o financiamento de imóveis chegou a 524,9 mil unidades
Apesar da queda, em abril houve recorde no valor de financiamento de imóveis, com R$ 9,25 bilhões

Nos primeiros quatro meses do ano, o financiamento de imóveis chegou a 154 mil unidades, número 8% menor que o de igual período de 2014, segundo dados da Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).  Apesar da queda, em abril, o volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis somou R$ 9,25 bilhões, alta nominal de 9% em relação a março e de 0,8% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Nos últimos 12 meses, até abril, o financiamento de imóveis chegou a 524,9 mil unidades
Nos últimos 12 meses, até abril, o financiamento de imóveis chegou a 524,9 mil unidades

Mesmo com a economia em queda, o montante financiado neste mês foi o melhor, entre os meses de abril, na série histórica iniciada em 1995.

No primeiro quadrimestre, R$ 33,3 bilhões foram destinados à aquisição e construção de imóveis, resultado 3,2% inferior ao do mesmo período do ano passado. No período acumulado de 12 meses, até abril, o volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) alcançou o montante de aproximadamente R$ 111,8 bilhões, 2,7% inferior ao apurado nos 12 meses precedentes.

Unidades

Em termos de quantidade, foram financiadas, em abril, a construção e a aquisição de 44,6 mil imóveis, crescimento de 2% em relação a abril do ano passado. Comparativamente a março de 2015, observou-se alta de 20,8%. Nos últimos 12 meses, até abril, foram financiados 524,9 mil imóveis, o que correspondeu a um recuo de 5,2% em relação aos 12 meses anteriores.

As cadernetas de poupança dos agentes financeiros do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) registraram saídas líquidas de R$ 5,2 bilhões, em abril. A elevação da taxa básica de juros, com o propósito de fazer recuar a inflação, beneficiou as aplicações em renda fixa, que tem na Selic o parâmetro de rentabilidade.

Os depósitos de poupança, que rendem TR mais juros fixos de 0,5% ao mês, perderam, portanto, competitividade em relação às demais opções de aplicação financeira. Mesmo em uma fase pouco favorável para os depósitos de poupança, o volume total de recursos aplicados em cadernetas permitiu uma elevação do saldo de 6% comparativamente a abril de 2014, encerrando o mês em R$ 510,1 bilhões.