Fiador vale a pena? Sim ou não?

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Cássia Ximenes analisa as vantagens e desvantagens de ter um fiador. Foto: Carlos Olímpia
Cássia Ximenes analisa as vantagens e desvantagens de ter um fiador. Foto: Carlos Olímpia
Pedir a um parente ou amigo para ser fiador muitas vezes incomoda

Cássia Ximenes *

Ter ou não ter um fiador, eis a questão que bate de frente com a necessidade de agilidade demandada pelo cliente de locação. Um dos maiores empecilhos para atender. Agilidade! Essa tem sido uma das principais demandas dos clientes que procuram um imóvel para locar. Um dos maiores empecilhos para atender nosso futuro inquilino, a tempo e a hora, é a burocracia que os trâmites tradicionais de garantia locatícia impõem ao mercado.  Os fiadores físicos, que por muitos anos foram a única opção, dividem a cena com opções que ganham cada vez mais espaço e novas roupagens na preferência do consumidor de imóveis para aluguel.

Pedir a um parente ou amigo para assinar todos os documentos exigidos pelas imobiliárias e autenticar cada uma delas é, muitas vezes, incômodo, moroso e trabalhoso. Mesmo assim, ainda é bastante escolhido por não impactar em um grande desembolso financeiro, já que custa apenas o valor dos cartórios na autenticação das assinaturas. Vale lembrar que são exigidos dois fiadores com renda comprovada três vezes superior ao valor do aluguel  e com imóvel próprio, livre e desembaraçado de ônus.

O título de capitalização fica vinculado ao contrato de locação, permitindo ao inquilino resgatar o valor aplicado e atualizado no final do contrato, e concorre a sorteios proporcionais. Posso afirmar que já vi quem ganhasse o sorteio… E foi um premio e tanto. Assisti a entrega de um cheque de R$ 274 mil a um cliente que pagava um aluguel de mil e poucos reais… Portanto, atesto aos incrédulos que é verdade e possível ter um título de capitalização trazendo boas surpresas financeiras.

Rapidez

Mas a principal vantagem dessa modalidade é a rapidez com que se pode contratar o título, uma vez que ela não necessita fazer análise de cadastro. É cobrado, normalmente, de seis a 12 vezes o valor do aluguel! Essa modalidade é renovada automaticamente, sem que você tenha que desembolsar qualquer outro valor ou o seu precioso tempo. E uma vantagem pouco divulgada é que vem junto uma assistência residencial para serviços, como chaveiro, encanador, eletricista e outros.

O Seguro Fiança funciona mais ou menos nos mesmos moldes dos seguros dos carros. A seguradora faz uma análise do cadastro de crédito do contratante nos moldes padrões do mercado e, normalmente, o inquilino deve comprovar renda de três a quatro vezes o valor do aluguel pretendido. O valor a ser pago pode ser dividido, suavizando o impacto financeiro. Outro benefício da contratação são as assistências residenciais disponíveis na apólice.

Todas as modalidades citadas estão previstas na Lei do Inquilinato, que só permite uma única segurança locatícia por contrato. Enfim, proprietários e inquilinos podem escolher qual a melhor forma de pactuarem para dar à negociação a agilidade e a segurança necessárias, adequadas às condições de todos os players envolvidos.

Indicação

Algumas imobiliárias, no intuito de facilitar e agilizar o processo para os inquilinos e dar mais tranquilidade aos proprietários, indicam corretoras de seguro da sua confiança, que já sabem o que deve compor a cobertura contratada. Isso porque, muitas vezes, ao fazer a cotação no seu banco ou em outra empresa, para conseguir um valor menor, é comum oferecerem apólices incompletas, com coberturas reduzidas, que não podem ser aceitas e acabam retardando o processo.

E é importante lembrar que, como diz o dito popular: “Não existe almoço grátis”. Embutidas ou explícitas, as seguranças locatícias sempre são pagas por algum dos envolvidos na transação.

* Presidente da CMI/Secovi-MG (Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais)